Deic devolve hoje telas para o Masp; quadros devem ser analisados
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
A Polícia Civil de São Paulo vai entregar na manhã desta quarta-feira ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) os quadros "O Lavrador de Café", de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, que haviam sido furtados no dia 20 de dezembro e foram recuperados na noite de terça (8) em uma casa na periferia de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo).
As obras e os dois suspeitos presos estão na sede do Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado). Ontem, a coordenadora do acervo do museu, Eunice Sofia, afirmou que as telas estão em perfeito estado. Os quadros, no entanto, vão passar por uma análise mais minuciosa hoje, com o auxílio de iluminação especial.
| Marlene Bergamo/Folha Imagem |
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| "O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O Lavrador de Café", de Portinari, furtados do Masp e recuperados pela polícia de SP |
Segundo Eugênia Esmeraldo, coordenadora de intercâmbio do Masp, as obras são bastante frágeis. "A do Picasso faz anos que não viaja. A do Portinari tem uma proteção para viagem, para não vibrar, o que nesse caso foi providencial."
Uma empresa especializada prepara o transporte das obras do Deic, na zona norte de São Paulo, até o Masp, na avenida Paulista (região central), em um caminhão climatizado. Cerca de cem policiais deverão ser usados na escolta dos quadros --avaliados em cerca de R$ 100 milhões-- durante o trajeto, de acordo com o delegado Júlio Augusto Fernandes Moreira, supervisor do Grupo Especial de Resgate, da Polícia Civil.
Obras recuperadas
Os policiais chegaram aos quadros após prenderem Francisco Laerton Lopes de Lima, 33, no último dia 27, e Robson de Jesus Jordão, 33, ontem. Ambos têm antecedentes por roubo e Jordão é foragido da Justiça. Segundo a polícia, os suspeitos são os mesmos que tentaram invadir o museu semanas antes do furto.
As obras estavam embrulhadas e não havia ninguém tomando conta dos quadros, no imóvel.
"São dois filhos que voltam para a casa", disse a coordenadora do acervo do museu.
Para a polícia, o furto foi encomendado. Lima teria dito que os quadros estavam embrulhados porque "se estragassem perderiam a venda". "É evidente que eles não furtaram [os quadros] para eles. O foco principal agora é chegar ao receptador", disse o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício José Lemos Freire, 51.
As obras devem já ser expostas ao público na reabertura do museu, programada para sexta-feira (11), segundo o presidente da instituição, Júlio Neves.
Furto
O Masp teve duas das mais importantes obras de seu acervo furtadas no dia 20 de dezembro em uma ação que durou três minutos, como flagraram as câmeras do museu.
A instituição não possuía alarme, sensor e seguro para acervo, avaliado em mais de US$ 1 bilhão. O museu está reformulando sua segurança e será reaberto na sexta-feira.
Na ação, os criminosos usaram luvas brancas e não deixaram vestígios de digitais no interior do museu nem no macaco hidráulico e no pé-de-cabra usados na invasão e abandonados no local.
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Especial



Á lei e inconstitucional, não deveria ser aprovada, mais uma vez o cidadão vai pagar á conta.
Henry.
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Enfim, temos um pouco mais do mesmo.
Volto a enfatizar que a Imprensa Nacional é suave demais com certos políticos que administram nosso triste, pegagiado e inseguro Estado de São Paulo.
Estou esperando sair uma matéria sobre o salário que se paga a um policial militar, a um Delegado de Polícia Civil em São Paulo e quanto se paga em outros Estados.
A Imprensa tem uma imensa parcela de responsabilidade nesse descaso.
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