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Cotidiano
09/01/2008 - 11h03

Sob forte esquema de segurança, obras furtadas voltam ao Masp

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da Folha Online

Furtados no último dia 20 de dezembro e recuperados pela polícia na noite de ontem, os quadros "O Lavrador de Café", de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, voltaram ao Masp na manhã desta quarta-feira. As obras deixaram a sede do Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado), em Santana --zona norte de São Paulo--, às 10h40 e chegaram ao museu, na avenida Paulista, por volta das 11h, escoltadas por carros, motos e um helicóptero da Polícia Civil.

As obras --avaliadas em cerca de R$ 100 milhões-- foram localizadas em uma casa em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo). Os policiais chegaram ao local após prenderem Francisco Laerton Lopes de Lima, 33, no último dia 27, e Robson de Jesus Jordão, 33, ontem. Ambos têm antecedentes por roubo e Jordão era foragido da Justiça. Segundo a polícia, os suspeitos são os mesmos que tentaram invadir o museu semanas antes do furto.

Marlene Bergamo/Folha Imagem
"O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O Lavrador de Café", de Portinari, furtados do Masp e recuperados pela polícia.
"O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O Lavrador de Café", de Portinari, furtados do Masp e recuperados pela polícia de SP

Antes de serem devolvidos ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), os quadros foram embalados no prédio do Deic e colocados em um caminhão climatizado, de uma empresa especializada no transporte de obras de arte. Nove carros e cinco motos da polícia foram deslocados para a escolta durante o trajeto até o museu.

Análise

Na terça (8), a coordenadora do acervo do Masp, Eunice Sofia, afirmou que as telas estão em perfeito estado. Os quadros, no entanto, vão passar por uma análise mais minuciosa hoje, com o auxílio de lentes e iluminação especial.

Há somente um arranhão atrás da tela do Picasso, em uma proteção de policarbonato. No entanto, isso não compromete a pintura, garantiu a coordenadora.

As obras devem já ser expostas ao público na reabertura do museu, programada para esta sexta-feira (11), segundo o presidente da instituição, Júlio Neves.

Furto

O Masp teve duas das mais importantes obras de seu acervo furtadas no dia 20 de dezembro em uma ação que durou três minutos, como flagraram as câmeras do museu.

A instituição não possuía alarme, sensor e seguro para acervo, avaliado em mais de US$ 1 bilhão. O museu está reformulando sua segurança e será reaberto na sexta-feira.

Na ação, os criminosos usaram luvas brancas e não deixaram vestígios de digitais no interior do museu nem no macaco hidráulico e no pé-de-cabra usados na invasão e abandonados no local.

Para a polícia, o furto foi encomendado. "É evidente que eles não furtaram [os quadros] para eles [suspeitos presos]. O foco principal agora é chegar ao receptador", disse o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício José Lemos Freire, 51.

Com FELIPE MODENESE, colaboração para a Folha Online e RENATO SANTIAGO, da Folha Online. Colaborou LÍVIA MARRA, editora de Cotidiano da Folha Online

Comentários dos leitores
Henry Reic Reic (1) 24/06/2008 11h07
Henry Reic Reic (1) 24/06/2008 11h07
Lei de Transito x Álcool
Á lei e inconstitucional, não deveria ser aprovada, mais uma vez o cidadão vai pagar á conta.
Henry.
sem opinião
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Alex aparecido hermini (23) 12/06/2008 18h29
Alex aparecido hermini (23) 12/06/2008 18h29
No furto do Masp ano passado foi publicada nesse mesmo veículo reportagem com título semelhante: Furto de obras expõe fragilidade de segurança.
Enfim, temos um pouco mais do mesmo.
Volto a enfatizar que a Imprensa Nacional é suave demais com certos políticos que administram nosso triste, pegagiado e inseguro Estado de São Paulo.
Estou esperando sair uma matéria sobre o salário que se paga a um policial militar, a um Delegado de Polícia Civil em São Paulo e quanto se paga em outros Estados.
A Imprensa tem uma imensa parcela de responsabilidade nesse descaso.
1 opinião
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Parece que o crime está em plena expansão no Brasil. A cada dia vemos um novo tipo de roubo, inesperado e inédito. O roubo de obras de arte começõu a se expandir. Os seguidores dos exemplos de Steve McQueen e Pierce Brosnan estão aumentando, promovendo o país ao primeiro mundo da sofisticação criminosa. Parece que não é bem nessa promoção que o governo estava pensando! 4 opiniões
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