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Cotidiano
09/01/2008 - 12h58

Obras furtadas voltam ao Masp; embalagem de quadros durou mais de uma hora

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FELIPE MODENESE
Colaboração para a Folha Online

Funcionários de uma empresa especializada no transporte de obras de arte levaram uma hora e meia para embalar, nesta quarta-feira, os quadros de Candido Portinari e de Pablo Picasso que haviam sido furtados do Masp no dia 20 de dezembro e foram recuperados ontem pela Polícia Civil de São Paulo. Na manhã de hoje, as obras deixaram a sede do Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado) sob forte esquema policial e foram devolvidas ao museu.

Um dos funcionários responsáveis pelo transporte, Cláudio Perez Moda, 41, afirmou que foi usado o procedimento padrão para embalar as telas antes da devolução ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). Segundo ele, entre o material usado estão papel glassine, plástico bolha e papelão.

Marlene Bergamo/Folha Imagem
"O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O Lavrador de Café", de Portinari, furtados do Masp e recuperados pela polícia.
"O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O Lavrador de Café", de Portinari, furtados do Masp e recuperados pela polícia de SP

Os quadros foram levados ao Masp em um caminhão climatizado. "Fiquei muito feliz por trazer de volta [ao Masp] um quadro tão valioso", afirmou o motorista do veículo, Pedro Martins Borges, 57, que há 17 anos trabalha na empresa A Alternativa, responsável pelo transporte.

Escolta

Embalados na sede do Deic, em Santana (zona norte de São Paulo), os quadros "O Lavrador de Café", de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, seguiram sob escolta até o Masp, na avenida Paulista (região central), na manhã de hoje. O trajeto durou aproximadamente 20 minutos --as obras chegaram ao museu por volta das 11h.

Nove carros e cinco motos da polícia foram deslocados para a escolta. Um helicóptero da Polícia Civil também sobrevoou a região.

Furto

Os quadros foram furtados no dia 20 de dezembro em uma ação que durou três minutos, como flagraram as câmeras do museu. A instituição não possuía alarme, sensor e seguro para acervo, avaliado em mais de US$ 1 bilhão.

Os policiais chegaram até os quadros, em uma casa em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), após prenderem Francisco Laerton Lopes de Lima, 33, no último dia 27, e Robson de Jesus Jordão, 33, ontem. Ambos têm antecedentes por roubo e Jordão era foragido da Justiça. Segundo a polícia, os suspeitos são os mesmos que tentaram invadir o museu semanas antes do furto.

Colaborou LÍVIA MARRA, editora de Cotidiano da Folha Online

Comentários dos leitores
Henry Reic Reic (1) 24/06/2008 11h07
Henry Reic Reic (1) 24/06/2008 11h07
Lei de Transito x Álcool
Á lei e inconstitucional, não deveria ser aprovada, mais uma vez o cidadão vai pagar á conta.
Henry.
sem opinião
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Alex aparecido hermini (23) 12/06/2008 18h29
Alex aparecido hermini (23) 12/06/2008 18h29
No furto do Masp ano passado foi publicada nesse mesmo veículo reportagem com título semelhante: Furto de obras expõe fragilidade de segurança.
Enfim, temos um pouco mais do mesmo.
Volto a enfatizar que a Imprensa Nacional é suave demais com certos políticos que administram nosso triste, pegagiado e inseguro Estado de São Paulo.
Estou esperando sair uma matéria sobre o salário que se paga a um policial militar, a um Delegado de Polícia Civil em São Paulo e quanto se paga em outros Estados.
A Imprensa tem uma imensa parcela de responsabilidade nesse descaso.
1 opinião
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Parece que o crime está em plena expansão no Brasil. A cada dia vemos um novo tipo de roubo, inesperado e inédito. O roubo de obras de arte começõu a se expandir. Os seguidores dos exemplos de Steve McQueen e Pierce Brosnan estão aumentando, promovendo o país ao primeiro mundo da sofisticação criminosa. Parece que não é bem nessa promoção que o governo estava pensando! 4 opiniões
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