Obras furtadas voltam ao Masp e devem ser expostas sexta-feira
da Folha Online
Os quadros "O Lavrador de Café", de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, que haviam sido furtados no dia 20 de dezembro e foram localizados ontem pela polícia, retornaram ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) nesta quarta-feira e devem voltar a ser expostos a partir da próxima sexta (11), data prevista para a reabertura do museu.
Avaliadas em cerca de R$ 100 milhões, as obras foram encontradas em uma casa em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), após a prisão de dois suspeitos --Francisco Laerton Lopes de Lima, 33, no último dia 27, e Robson de Jesus Jordão, 33, ontem.
| Marlene Bergamo/Folha Imagem |
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| "O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O Lavrador de Café", de Portinari, furtados do Masp e recuperados pela polícia de SP |
O transporte dos quadros da sede do Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado), em Santana --zona norte de São Paulo--, para o Masp, na avenida Paulista --região central--, foi feita sob forte esquema de segurança, que contou com motos, carros e até um helicóptero da Polícia Civil.
Antes de serem devolvidos ao Masp, os quadros foram embalados no prédio do Deic e colocados em um caminhão climatizado, de uma empresa especializada no transporte de obras de arte.
Um dos funcionários responsáveis pelo transporte, Cláudio Perez Moda, 41, afirmou que os trabalhos para embalar as telas duraram uma hora e meia. "Fiquei muito feliz por trazer de volta [ao Masp] um quadro tão valioso", afirmou Pedro Martins Borges, 57, motorista do caminhão que levou os quatros até o museu.
Furto
A cerimônia de devolução dos quadros contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão e do delegado-geral de Polícia Civil, Maurício José Lemos Freire, além do presidente do museu, Júlio Neves, entre outros. Após a cerimônia e entrevista coletiva no Masp, a recuperação das obras foi comemorada com champanhe.
O furto dos quadros revelou a fragilidade do sistema de segurança do museu. A ação durou três minutos, como flagraram as câmeras do Masp. A instituição não possuía alarme, sensor e seguro para acervo, avaliado em mais de US$ 1 bilhão.
O museu está reformulando sua segurança. Detalhes, no entanto, não foram divulgados.
Nesta quarta, o coronel Álvaro Batista Camilo, do batalhão responsável pelo policiamento na região central da cidade, afirmou que uma base da PM será instalada na avenida Paulista, perto ao Masp. "Não foi feita uma orientação específica para o museu. Foi feita uma orientação para o policiamento de uma região que abriga um centro financeiro, que a avenida Paulista exige", afirmou.
Investigação
Para a polícia, o furto foi encomendado. "É evidente que eles não furtaram [os quadros] para eles [suspeitos presos]. O foco principal agora é chegar ao receptador", disse o delegado-geral da Polícia Civil.
Detalhes não foram divulgados porque, segundo Freire, o caso corre sobre segredo de Justiça.
Com FELIPE MODENESE, colaboração para a Folha Online e RENATO SANTIAGO, da Folha Online, e LÍVIA MARRA, editora de Cotidiano da Folha Online
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Especial



Á lei e inconstitucional, não deveria ser aprovada, mais uma vez o cidadão vai pagar á conta.
Henry.
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Enfim, temos um pouco mais do mesmo.
Volto a enfatizar que a Imprensa Nacional é suave demais com certos políticos que administram nosso triste, pegagiado e inseguro Estado de São Paulo.
Estou esperando sair uma matéria sobre o salário que se paga a um policial militar, a um Delegado de Polícia Civil em São Paulo e quanto se paga em outros Estados.
A Imprensa tem uma imensa parcela de responsabilidade nesse descaso.
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