Prefeitura de SP pretende unificar barracões de escolas de samba
da Folha Online
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira um projeto para abrigar em um único local as escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval. A proposta, batizada de Fábricas de Sonhos", é a de instalar os 14 barracões das agremiações em um terreno de 77 mil metros quadrados na zona norte da cidade, a um quilômetro do Sambódromo do Anhembi, palco do Carnaval paulistano.
O projeto --já em estudo há alguns anos -- só deve sair do papel em 2009 e depende ainda de captação de recursos (auxílio privado) para funcionar em sua totalidade. O terreno é um polígono irregular, localizado na marginal Tietê, no sentido Penha, junto à ponte da Casa Verde.
Em coletiva de imprensa hoje, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) estimou em R$ 10 milhões o custo da obra. "Esse projeto é uma oportunidade de formar mão-de-obra e capacitar recursos humanos", afirmou Kassab.
Pela proposta, cada escola de samba terá uma área de cerca de 5.600 metros quadrados. A ocupação será feita pelas 14 escolas do Grupo Especial e cada contrato terá validade de um ano, renovável caso a agremiação permaneça no Grupo Especial.
Cada barracão deverá ter pé direito de 14 metros de altura e áreas para serralheria, marcenaria, esculturas, sala de trabalho de costura, decoração, sala de reuniões e diretoria.
A proposta foi bem aceita pela presidente da escola Mocidade Alegre, Solange Bichara, atual campeã do Carnaval paulistano. "Umas [escolas] estão debaixo de viadutos, outras estão em locais sem cobertura e alguns em locais que não têm nem piso", afirmou a presidente. Bichara também foi representando a Liga das Escolas de Samba de São Paulo.
Irregularidades
Estudo da prefeitura aponta que todas as escolas do Grupo Especial ocupam áreas públicas e muitas estão em locais inadequados. Em relação às quadras, nove das 14 ocupam áreas públicas.
Ainda segundo o estudo, cada escola de samba do Grupo Especial emprega de 120 a 200 pessoas para a produção do Carnaval. Dessa mão-de-obra, 30% atua nas agremiações há mais de oito anos; 28% dos carnavalescos trabalham cerca de oito meses por ano nas escolas; e os demais, em momentos que antecedem o desfile.
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