Masp reabre após furto; câmeras começam a ser instaladas na próxima semana
FELIPE MODENESE
colaboração para a Folha Online
LÍVIA MARRA
editora de Cotidiano da Folha Online
O Masp (Museu de Arte de São Paulo) reabriu nesta sexta-feira, após 22 dias fechado devido ao furto das obras "O Lavrador de Café", de Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso. Por volta das 11h, cerca de 150 pessoas aguardavam em fila a abertura do museu.
O crime expôs a fragilidade da segurança do prédio, que tem um acervo avaliado em US$ 1 bilhão. Na quarta-feira (10), o presidente do museu, Julio Neves, anunciou a parceria com a empresa LG Security Systems, a mesma que cuida, por exemplo, da segurança do Museu do Louvre, em Paris. A assessoria do museu informou que os equipamentos começaram a chegar ao Brasil nesta sexta e que a instalação deve começar na próxima segunda-feira.
O sistema deve contar com 70 câmeras robotizadas capazes de filmar no escuro e com sistema de voz, que advertirão o visitante que se aproximar demais de uma obra. Segundo Neves, o investimento correrá por conta da LG, que doará os equipamentos e ficará responsável pela instalação e manutenção. Não foram divulgados os valores da operação.
| Marlene Bergamo/Folha Imagem |
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| "O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O Lavrador de Café", de Portinari, furtados do Masp e recuperados pela polícia |
Antes do furto, o prédio já possuía câmeras, mas sem alta definição.
Nesta sexta, a assessoria do Masp afirmou que, para proteger o museu, outras medidas de segurança já foram adotadas, como a instalação de sensores com alarmes nas portas de entrada, janelas e áreas de exposição. Além disso, portas foram reforçadas com placas de aço ou ferro.
Policiais militares deverão permanecer do lado externo do prédio durante 24 horas. Uma equipe da Guarda Civil Metropolitana também ajuda na segurança nesta sexta, apesar de não haver um compromisso formal para que a equipe permaneça no local. Dentro do museu, funcionários e seguranças particulares guardam o acervo.
Fila
Nesta primeira semana após a reabertura, o Masp espera ter um público entre 50% e 80% maior. De hoje a domingo (13), o museu espera receber entre 8.000 e 9.000 pessoas, contra os 5.000 a 6.000 visitantes habituais. Na reabertura, por volta das 11h, cerca de 150 pessoas aguardavam na fila.
O primeiro era Donizete Justino de Oliveira, 42, morador de Sorocaba (100 km a oeste de São Paulo) e que passa férias em São Paulo. Ele disse que procura o Masp sempre que está na cidade, mas, desta vez, a recuperação das obras contribuiu para a decisão de visitar o local.
A advogada Maria Cecília Brunello, 43, em férias em São Paulo, procurou o Masp logo na reabertura. Moradora de Vitória (ES), ela estava acompanhada dos dois filhos e de um amigo, todos adolescentes. "Fiquei com uma curiosidade a mais [de visitar o museu devido ao furto e recuperação dos quadros]", disse.
O Masp funciona das 11h às 18h --às quintas, das 11h às 20h-- e fecha às segundas. O ingresso custa R$ 15 --R$ 7 para estudantes e é grátis para menores de dez e maiores de 60 anos.
Furto
Os dois quadros --avaliados em R$ 100 milhões-- haviam sido furtados no dia 20 de dezembro, em uma ação que durou três minutos. Foram localizados pela Polícia Civil na última terça-feira (8) em uma casa em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Dois homens foram presos. Um terceiro suspeito de envolvimento no furto foi identificado.
Na ocasião do furto, o museu não possuía alarme, sensor nem seguro.
Na quinta (10), o Ministério Público de São Paulo e as secretarias Estadual e Municipal da Cultura divulgaram nota conjunta na qual "expressam preocupação com as condições de segurança do acervo do museu e, sobretudo, com a situação financeira e contábil do Masp".
"Documentos, como o relatório do Contru [Departamento de Controle do Uso de Imóveis], do Corpo de Bombeiros e dados contábeis do ano de 2007, ainda não foram disponibilizados. O Ministério Público também requisitou perícia técnica de todo o acervo e seus registros", diz um trecho da nota, assinada pela promotora Mariza Schiavo Tucunduva; pelo secretário-adjunto da Secretaria Estadual da Cultura, Ronaldo Bianchi; e pelo secretário-adjunto da Secretaria Municipal da Cultura, José Roberto Sadek.
Com Folha de S.Paulo
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Especial



Á lei e inconstitucional, não deveria ser aprovada, mais uma vez o cidadão vai pagar á conta.
Henry.
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Enfim, temos um pouco mais do mesmo.
Volto a enfatizar que a Imprensa Nacional é suave demais com certos políticos que administram nosso triste, pegagiado e inseguro Estado de São Paulo.
Estou esperando sair uma matéria sobre o salário que se paga a um policial militar, a um Delegado de Polícia Civil em São Paulo e quanto se paga em outros Estados.
A Imprensa tem uma imensa parcela de responsabilidade nesse descaso.
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