Furto desperta atenção de público para acervo do Masp
FELIPE MODENESE
Colaboração para a Folha Online
CAROLINA FARIAS
da Folha Online
O furto de duas das principais obras de arte do Masp (Museu de Arte de São Paulo) deve chamar a atenção do público para o acervo do museu, um dos mais importantes do Brasil. É o que espera a diretora do acervo do Masp, Eunice Sophia. Ela quer que a "tragédia" do furto desperte a curiosidade das pessoas pelas obras que o Masp abriga.
No último dia 20 de dezembro, três criminosos furtaram as obras "O Lavrador de Café", de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso. A instituição reabriu nesta sexta-feira, após a recuperação das telas e a reformulação da segurança do prédio.
"É um momento de muita alegria, felicidade e gratidão. Embora tenha sido após uma 'tragédia'. Mas o furto chamou atenção das pessoas para o acervo do Masp", afirmou Sophia.
Para a reabertura, às 11h de hoje, cerca de 150 pessoas esperaram na fila. A expectativa do museu é de que o volume de público cresça em até 80%. De hoje a domingo (13), o Masp espera receber de 8.000 a 9.000 pessoas. O fluxo normal para os fins de semana é de 5.000 a 6.000 visitantes.
"Fiquei com o coração em festa. Senti uma alegria dentro de mim", disse dona Zica, 77, sobre a volta das obras furtadas para o museu. Ela era uma das mais animadas na fila de espera para a entrada no museu.
Já a adolescente Beatriz de Souza Monteiro, que veio de Vitória (ES), ganhou de presente de seu aniversário de 15 anos a viagem a São Paulo e a visita ao museu. "Estou satisfeita com o presente", disse a garota depois de apreciar algumas das telas.
A mãe da menina, a secretária bilíngüe Tânia de Souza Monteiro, 55, também gostou do passeio. "Achei que as obras [furtadas] não seriam recuperadas. Gostei muito do acervo do museu", disse Tânia.
"É muito bom tê-los de volta, ainda mais em uma cidade como São Paulo, com tanta gente para se suprir de cultura", disse o inglês Joseph Wade, 31, que visita São Paulo pela primeira vez.
Já a professora de língua portuguesa Ivana Lunardi, 35, de Caxias do Sul (RS), se sentiu muito bem recebida no museu. Ao sair do elevador no segundo andar do Masp já se deparou com o quadro de Portinari que havia sido furtado.
"Parece que a obra [de Portinari] está nos recebendo em sua casa. O museu superou minhas expectativas. Não sabia que havia tantas obras importantes", disse a professora.
O que surpreendeu o estudante alemão Matthias Voigt, 32, foi o tempo com que as obras foram recuperadas pela Polícia Civil. "Fiquei surpreso com a rapidez com que as obras foram recuperadas. [O acervo] é uma boa mistura de diferentes épocas", afirmou sobre as telas que visitou no Masp.
"Era um sonho conhecer o Masp. Estou muito feliz por conseguir realizá-lo", disse a carioca Maria Thereza Negro, 83, depois do passeio pelo museu.
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Especial


Á lei e inconstitucional, não deveria ser aprovada, mais uma vez o cidadão vai pagar á conta.
Henry.
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Enfim, temos um pouco mais do mesmo.
Volto a enfatizar que a Imprensa Nacional é suave demais com certos políticos que administram nosso triste, pegagiado e inseguro Estado de São Paulo.
Estou esperando sair uma matéria sobre o salário que se paga a um policial militar, a um Delegado de Polícia Civil em São Paulo e quanto se paga em outros Estados.
A Imprensa tem uma imensa parcela de responsabilidade nesse descaso.
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