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Cotidiano
13/01/2008 - 21h56

Ministro nega risco de epidemia de febre amarela no país

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Colaboração para a Folha Online

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reiterou em pronunciamento que não existe o risco de uma epidemia no país. A declaração transmitida em cadeia nacional foi ao ar na noite deste domingo.

"Estou aqui para tranqüilizar a população brasileira sobre um assunto que está preocupando os brasileiros nos últimos dias. O temor de que esteja ocorrendo uma epidemia de febre amarela no país", afirmou.

Como argumento, lembrou que o país não registra casos de febre amarela urbana desde 1942. "Os casos registrados de lá para cá foram todos de febre amarela silvestre, ou seja, de pessoas que contraíram a doença nas florestas". E disse, também, que desde 2003 a ocorrência da doença vem caindo gradativamente.

Vacina

No pronunciamento, Temporão recomendou que apenas pessoas que irão viajar ou moram em áreas de mata devem tomar a vacina, assim como as que nunca foram vacinadas ou foram imunizadas há mais de 10 anos --validade de proteção da vacina. A imunização só passa a valer dez dias após a aplicação da vacina. Nos últimos dias, os postos --que oferecem a vacina gratuitamente-- têm registrado filas.

De acordo com o Ministério da Saúde, as áreas consideradas de risco no país são as de matas e rios dos Estados da região Norte e Centro-Oeste, parte da região Nordeste --Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia--, região Sudeste --Minas, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo-- e região Sul --oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos --pessoas com o sistema imunológico debilitado-- e pessoas alérgicas a ovo. Segundo o governo federal, 3,2 milhões doses da vacina foram enviadas para todo o Brasil neste mês.

Casos da doença

De acordo com o governo federal, 24 casos de febre amarela já foram notificados neste ano como suspeitos pelas secretarias estaduais da Saúde. Do total, cinco foram descartados e dois confirmados --Graco Carvalho Abubakir, 38, que morreu no último dia 8, e uma mulher de 42, que contraiu a doença em Mato Grosso do Sul e está internada no Hospital São Luiz, em São Paulo.

 

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