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Cotidiano
15/01/2008 - 09h35

Ministério da Saúde analisa 17 casos de febre amarela

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da Folha Online

O Ministério da Saúde aguarda os resultados de exames em 17 casos suspeitos de febre amarela. Em nota à imprensa na noite de segunda-feira (14), a pasta do governo federal informou que foram realizadas 26 notificações.

Desse total, nove já tiveram resultados. Tratam-se de três casos confirmados e outros seis descartados. Dos casos confirmados, duas pessoas morreram e uma terceira contraiu a doença mas sobreviveu.

Após a confirmação da segunda morte por febre amarela no país feita ontem pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, o Ministério da Saúde anunciou o envio de um novo lote de 2,2 milhões de doses de vacinas, até o fim de semana, para os Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e para o Distrito Federal.

Casos

O primeiro caso confirmado de febre amarela no país foi de Graco Carvalho Abubakir, 38, morador de Brasília. Ele esteve na região de Pirenópolis (GO) e chegou ao Hospital Santa Luzia no último dia 4 com febre alta, dor de cabeça e dor no corpo. Ele morreu na terça-feira (8) e teve confirmação de ter contraído a doença no dia dez pelo Ministério da Saúde.

A segunda vítima da doença no país é um jovem de 24 anos que não teve seu nome revelado a pedido da família. Ele morreu no último dia 2, mas o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) divulgou o resultado do exame sorológico somente ontem.

Ele era de Goianésia (GO) e foi internado em Goiânia no dia 28 de dezembro do ano passado. Ele foi internado em um hospital particular e seu nome não foi informado a pedido da família.

Uma mulher de 42 anos é o terceiro caso confirmado de febre amarela no país. A paciente, que não teve seu nome revelado, está internada na unidade Morumbi do Hospital São Luiz,
em São Paulo, desde o dia 6.

Vacina

Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, calafrios, mal-estar, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelados e sangramentos.

De acordo com o Ministério da Saúde, as áreas consideradas de risco no país são as de matas e rios dos Estados da região Norte e Centro-Oeste, parte da região Nordeste --Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia--, região Sudeste --Minas, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo-- e região Sul --oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A vacina é aplicada gratuitamente em postos de saúde de todos os municípios do país, além de salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras. A proteção vale por dez anos e deve ser tomada dez dias antes da viagem para a área de risco.

A imunização é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos --pessoas com o sistema imunológico debilitado-- e pessoas alérgicas a ovo.

Comentários dos leitores
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Agradeço aos comentários da Sra. Tatiana Amaral e do Sr. Odair Martins, extremamente esclarecedores, suas experiências com o assunto realmente ajudam a posicionar as pessoas interessadas neste assunto, quanto a responsabilizar a imprensa, objeto da maioria dos outros comentários, me perdoem, mas, é exatamente este um dos maiores problemas da educação do Brasil de hoje, interpretação de textos, alías, muito bem observado no comentário do Sr. Jason Macedo de Oliveira. sem opinião
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Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
De um lado, o governo do Estado é incompetente.
Do outro, uma mídia terrorista que faz pessoas irem se vacinar sem consultar um médico antes. Essa vacina tem várias contra-indicações. Resultado: dois mortos - até agora.
sem opinião
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Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
É inacreditável. Como é que um Estado como São Paulo permite a proliferação de uma doença que deveria ser erradicada há dezenas de anos. 24 opiniões
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