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Cotidiano
15/01/2008 - 17h41

Governo do PR confirma terceira morte por febre amarela no país neste mês

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da Folha Online

A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou nesta terça-feira que a causa da morte de uma paciente que estava internada em um hospital de Maringá foi febre amarela. É a terceira morte no país desde o começo do ano. A vítima morreu no último dia 8.

A vítima, que não teve o nome revelado, havia viajado no fim do ano para Caldas Novas (GO) e começou a apresentar os primeiros sintomas da doença no último dia 4. A causa da morte foi confirmada por exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.

Apesar de registrar o caso, o governo do Paraná afirma que não há motivo para uma corrida aos postos de vacinação.

Outros casos

Na segunda (14), a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás confirmou a causa da morte de um homem de 24 anos como febre amarela. O rapaz morreu no último dia 2, mas o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) divulgou o resultado do exame sorológico somente ontem.

No último dia 8, Graco Carvalho Abubakir, 38, também morreu vítima de febre amarela. Morador de Brasília, Abubakir esteve na região de Pirenópolis (GO) e chegou ao Hospital Santa Luzia no último dia 4 com febre alta, dor de cabeça e dor no corpo.

Em São Paulo, uma mulher que teve diagnóstico de febre amarela confirmado permanece internada na unidade Morumbi do Hospital São Luiz. Segundo boletim médico, o quadro evolui bem, mas não há previsão de alta médica.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os casos da doença confirmados até agora são da forma silvestre, contraídos em áreas de mata, em regiões consideradas de risco. O governo nega o risco de uma epidemia.

Vacina

Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, calafrios, mal-estar, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelados e sangramentos.

De acordo com o Ministério da Saúde, as áreas consideradas de risco no país são as de matas e rios dos Estados da região Norte e Centro-Oeste, parte da região Nordeste --Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia--, região Sudeste --Minas, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo-- e região Sul --oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A vacina é aplicada gratuitamente em postos de saúde de todos os municípios do país, além de salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras. A proteção vale por dez anos e deve ser tomada dez dias antes da viagem para a área de risco.

A imunização é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos --pessoas com o sistema imunológico debilitado-- e pessoas alérgicas a ovo.

Comentários dos leitores
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Agradeço aos comentários da Sra. Tatiana Amaral e do Sr. Odair Martins, extremamente esclarecedores, suas experiências com o assunto realmente ajudam a posicionar as pessoas interessadas neste assunto, quanto a responsabilizar a imprensa, objeto da maioria dos outros comentários, me perdoem, mas, é exatamente este um dos maiores problemas da educação do Brasil de hoje, interpretação de textos, alías, muito bem observado no comentário do Sr. Jason Macedo de Oliveira. sem opinião
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Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
De um lado, o governo do Estado é incompetente.
Do outro, uma mídia terrorista que faz pessoas irem se vacinar sem consultar um médico antes. Essa vacina tem várias contra-indicações. Resultado: dois mortos - até agora.
sem opinião
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Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
É inacreditável. Como é que um Estado como São Paulo permite a proliferação de uma doença que deveria ser erradicada há dezenas de anos. 24 opiniões
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