Promotoria do Rio investiga saída de presos da Polinter nos fins de semana
da Folha Online
O Ministério Público do Rio abriu inquérito para investigar que suspeitos de envolvimento no caso Propina S.A seriam beneficiados com a saída da carceragem da Polinter nos finais de semana. Uma ligação à Disque Ouvidoria da instituição denunciou a saída dos detentos.
No domingo (13), seis promotores estiveram na Polinter de Campo Grande para apurar as acusações. No entanto, os promotores constataram que todos os detentos estavam na carceragem naquele dia.
Durante a operação, os promotores localizaram seis celulares e carregadores, além de um notebook com placa que permite a conexão sem fio com a internet. Os objetos estavam em um armário em uma ala em que todos os presos têm acesso.
Além disso, os promotores constataram que a carceragem da Polinter Campo Grande abriga uma academia de ginástica, com quatro aparelhos, e as celas têm ar-condicionado, TV e geladeira. Chamadas de "suítes", as celas custariam R$ 15 mil em propinas aos funcionários da Polinter, segundo o Ministério Público.
O Ministério Público também abriu inquérito para apurar a quem pertencem os objetos encontrados e também se há pagamento de propina para manter as celas.
Atualmente a Polinter Campo Grande abriga 52 presos com curso superior.
A Operação Propina S.A foi desencadeada no final do ano passado para acabar com um esquema de sonegação fiscal que teria desviado mais de R$ 1 bilhão dos cofres do Estado do Rio. Na ocasião foram presas 26 pessoas, 16 das quais estão detidas na Polinter em Campo Grande.
Com Agência Brasil
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