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Cotidiano
16/01/2008 - 12h27

Mulher internada com febre amarela em SP recebe alta médica

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da Folha Online

Uma mulher que estava internada em São Paulo com diagnóstico de febre amarela teve alta médica nesta quarta-feira. Ela estava na unidade Morumbi do hospital São Luiz desde o último dia 6. A vítima teria contraído a doença em Mato Grosso do Sul, onde esteve no fim do ano passado.

Desde o início deste mês, o governo federal confirmou cinco mortes por febre amarela no país. Os números da doença já se igualam aos de 2007, que registrou seis casos com cinco mortes por febre amarela em todo ano.

Todos os casos confirmados neste ano são da forma silvestre da doença, ou seja, contraídos em áreas de matas, em regiões consideradas de risco. O governo descarta a ocorrência de uma epidemia no país. Outros casos permanecem sob análise.

Mortes

Na noite de terça-feira (15), Antônio Rates dos Santos, 44, que estava internado desde o dia 8 no Hospital Anchieta, em Taguatinga (20 km de Brasília), morreu com suspeitas de febre amarela. Ele havia passado o Ano Novo em Abadiânia (GO) e não era vacinado contra a doença.

Também ontem, três mortes por febre amarela foram confirmadas no país --a aposentada Maria Geraldina Siqueira, 63, o espanhol Salvador Perez, 41, e Almir Rodrigues da Cunha, 46.

A aposentada era de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo) e passou férias na cidade de Rubiataba (GO). Ela foi internada em um hospital particular em Ceres (GO) no dia 8 e morreu no dia seguinte.

Já o espanhol passou pelos hospitais Cais do Jardim Novo Mundo, em Goiânia, pelo Hospital das Clínicas da UFG (Universidade Federal de Goiás) e foi internado no HDT (Hospital de Doenças Tropicais) da cidade no último dia 10. Ele morreu dois dias depois da última internação.

Em Maringá (PR), Almir Rodrigues da Cunha, 46, morreu no dia 8. Ele havia viajado no fim do ano para Caldas Novas (GO) e começou a apresentar os primeiros sintomas da doença no último dia 4.

Na segunda-feira (14), Goiás também confirmou a causa da morte de um homem de 24 anos como febre amarela. O rapaz morreu no último dia 2, mas o Lacen divulgou o resultado do exame sorológico somente ontem.

No último dia 8, Graco Carvalho Abubakir, 38, também morreu vítima de febre amarela. Morador de Brasília, Abubakir esteve na região de Pirenópolis (GO) e chegou ao Hospital Santa Luzia no último dia 4 com febre alta, dor de cabeça e dor no corpo.

Vacinação

A vacina contra a febre amarela é aplicada gratuitamente em postos de saúde de todos os municípios do país, além de salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras. A proteção vale por dez anos e deve ser tomada dez dias antes da viagem para a área de risco.

A imunização é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos --pessoas com o sistema imunológico debilitado-- e pessoas alérgicas a ovo.

De acordo com o Ministério da Saúde, as áreas consideradas de risco no país são as de matas e rios dos Estados da região Norte e Centro-Oeste, parte da região Nordeste --Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia--, região Sudeste --Minas, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo-- e região Sul --oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Comentários dos leitores
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Agradeço aos comentários da Sra. Tatiana Amaral e do Sr. Odair Martins, extremamente esclarecedores, suas experiências com o assunto realmente ajudam a posicionar as pessoas interessadas neste assunto, quanto a responsabilizar a imprensa, objeto da maioria dos outros comentários, me perdoem, mas, é exatamente este um dos maiores problemas da educação do Brasil de hoje, interpretação de textos, alías, muito bem observado no comentário do Sr. Jason Macedo de Oliveira. sem opinião
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Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
De um lado, o governo do Estado é incompetente.
Do outro, uma mídia terrorista que faz pessoas irem se vacinar sem consultar um médico antes. Essa vacina tem várias contra-indicações. Resultado: dois mortos - até agora.
sem opinião
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Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
É inacreditável. Como é que um Estado como São Paulo permite a proliferação de uma doença que deveria ser erradicada há dezenas de anos. 24 opiniões
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