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Cotidiano
17/01/2008 - 09h35

Destruição do cerrado favorece febre amarela, dizem especialistas

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da Folha Online

A degradação do cerrado no Centro-Oeste do país é uma das principais causas do aumento de casos de febre amarela em macacos, segundo especialistas em ambiente, revela reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Desde o começo deste mês, dez casos da doença em humanos foram confirmados no país, com sete mortes. O número que supera os dados de 2007, quando a febre amarela matou cinco pessoas entre seis casos.

Para o presidente da Sociedade Goiana de Infectologia, Marcelo Daher, a Usina Hidrelétrica Corumbá 4, em Luziânia --que entrou em operação em janeiro de 2006--, ajudou a provocar um desequilíbrio ecológico, que pode ter relação com os casos atuais em Goiás. Segundo ele, com o desequilíbrio, macacos e outros animais migram para áreas urbanas.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o deslocamento de animais silvestres para áreas urbanas --o que aumenta o risco de doenças tropicais-- é provocado pelo desmatamento, por alterações do ecossistema e pelo aumento e a proliferação das cidades.

Atualmente, 61,1% da área do cerrado está conservada, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. Segundo a reportagem da Folha, falhas no combate ao mosquito transmissor da doença também podem ter levado a um aumento do número de casos em relação a anos anteriores.

Febre amarela

Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, calafrios, mal-estar, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelados e sangramentos.

De acordo com o Ministério da Saúde, as áreas consideradas de risco no país são as de matas e rios dos Estados da região Norte e Centro-Oeste, parte da região Nordeste --Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia--, região Sudeste --Minas, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo-- e região Sul --oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A vacina é aplicada gratuitamente em postos de saúde de todos os municípios do país, além de salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras. A proteção vale por dez anos e deve ser tomada dez dias antes da viagem para a área de risco.

A imunização é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos --pessoas com o sistema imunológico debilitado-- e pessoas alérgicas a ovo.

Comentários dos leitores
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Agradeço aos comentários da Sra. Tatiana Amaral e do Sr. Odair Martins, extremamente esclarecedores, suas experiências com o assunto realmente ajudam a posicionar as pessoas interessadas neste assunto, quanto a responsabilizar a imprensa, objeto da maioria dos outros comentários, me perdoem, mas, é exatamente este um dos maiores problemas da educação do Brasil de hoje, interpretação de textos, alías, muito bem observado no comentário do Sr. Jason Macedo de Oliveira. sem opinião
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Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
De um lado, o governo do Estado é incompetente.
Do outro, uma mídia terrorista que faz pessoas irem se vacinar sem consultar um médico antes. Essa vacina tem várias contra-indicações. Resultado: dois mortos - até agora.
sem opinião
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Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
É inacreditável. Como é que um Estado como São Paulo permite a proliferação de uma doença que deveria ser erradicada há dezenas de anos. 24 opiniões
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