Familiares realizam manifestações para lembrar seis meses de tragédia da TAM
da Folha Online
Os familiares das vítimas do vôo 3054 da TAM preparam manifestações nos aeroportos de Congonhas (zona sul de São Paulo) e Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), no próximo domingo (20).
O maior acidente da aviação brasileira completa nesta quinta-feira seis meses. A conclusão a respeito do que teria de fato provocado a tragédia que deixou 199 pessoas mortas está longe de acontecer e apenas 15% das indenizações foram pagas.
Em 17 de julho de 2007 o Airbus-A320 da TAM pousou no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), mas não conseguiu parar, atravessou a pista e bateu em um prédio também da TAM Express. O choque provocou um incêndio de grandes proporções.
Segundo o professor Dario Scott, pai de Thais, 14, uma das passageiras do vôo, familiares irão se reunir no sábado (19) em um hotel da zona sul de São Paulo com representantes do governo estadual para discutir a o andamento das investigações das causas do acidente. Foram convidados o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e o secretário de Justiça, Luiz Antônio Marrey.
No domingo os familiares realizam um protesto às 16h no aeroporto de Congonhas e, às 18h, em Cumbica. "Vamos tentar passar a mensagem ao passageiro que ele pode ajudar a acabar com o caos aéreo. Precisamos voltar a confiar no sistema [aéreo]", afirmou Scott.
Ele preside a AfavTAM (Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo JJ-3054 da TAM). Entre as atribuições da entidade está a de organizar negociações com a empresa e com órgãos públicos para acompanhar as investigações e criar uma câmara de conciliação para resolver as indenizações a serem pagas.
Segundo informou a assessoria da TAM nesta quinta-feira, 30 acordos foram concluídos e pagos. Outros 11 foram feitos de forma verbal, segundo a empresa.
Memorial
Os familiares também pretendem realizar um concurso para criação de um memorial no terreno onde funcionava o prédio da TAM Express com apoio do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), segundo Scott.
Em 2007, a Prefeitura de São Paulo anunciou que pretendia construir uma praça de 8.500 metros quadrados em homenagem às vítimas do acidente no local. O projeto da praça dos Ipês Amarelos seria assinado pelo arquiteto Marcos Cartum e tinha inauguração prevista para 2008.
Segundo Scott, a melhor destinação é um memorial. O local, segundo ele, serviria de memória às vítimas. "Precisamos inclusive lembrar que quatro vítimas não foram reconhecidas", diz.
Investigações
Uma reunião realizada na terça-feira (15) envolvendo representantes do Ministério Público, da Polícia Civil e do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo com parentes das vítimas apontou que a complexidade do acidente e a demora para obtenção de documentos atrasa o inquérito a respeito das causas do acidente.
A Aeronáutica ainda não precisou quando irá concluir o relatório final a respeito do que teria provocado a tragédia, a maior da aviação brasileira.
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