Publicidade

Cotidiano
18/01/2008 - 02h32

Para instituições, impacto é pequeno porque vagas já estão ociosas

Publicidade

da Folha de São Paulo, em Brasília

O presidente da Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares), Abib Salim Cury, diz que a medida do MEC não deve ter impacto porque a maior parte das vagas cortadas já era ociosa. As instituições estimam as vagas ao pedir autorização ao MEC, mas não precisam disponibilizar todas.

O secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, diz que 3.600 vagas cortadas estavam ocupadas. Crítico ao ministério, Cury chamou a medida de pirotécnica. "Ele [Haddad] está mais preocupado com a mídia do que conosco."

Das 89 universidades relacionadas pelo MEC, 29 prometeram melhoras em 12 meses.

O reitor da Unipli (Centro Univ. Plínio Leite), de Niterói, Hildiberto de Albuquerque Júnior, diz que 30% das vagas de direito são ociosas. A instituição deve diminuir em 65% as vagas _o maior corte.

"Recebemos, agora, alunos de classes menos privilegiadas, que chegam com deficiências", diz Carlos Gatti, gerente da Unifran (Univ. de Franca).

A diretora da Unaerp (Univ. de Ribeirão Preto), campus Guarujá, Priscilla B. Ribeiro, diz que as deficiências foram apontadas pela universidade.

Para o assessor da Unieuro (Centro Universitário Euro-Americano), Celso Frauches, sala mais vazia não garante melhor desempenho.

Para o reitor da UCB (Univ. Castelo Branco), do Rio, Paulo Alcantara Gomes, deficiências do curso vêm do ensino médio e porque os alunos trabalham.

A Unimep (Univ. Metodista de Piracicaba) diz que não reduzirá vagas por estar de acordo com exigências do MEC.

A UniverCidade (Centro Universitário da Cidade), do Rio, a Unibero (Centro Universitário Ibero-Americano) e a Uninove (Centro Universitário Nove de Julho), de SP, não tinham posição até ontem. A Uniplac (União Educacional do Planalto Central), em Brasília, não respondeu à <b>Folha<b>.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca