Masp oferece participação na direção em troca de verbas
Colaboração para a Folha Online
A direção do Masp (Museu de Arte de São Paulo) anunciou neste sábado ter interesse na participação dos governos municipal, estadual e federal e de empresas privadas em seu conselho, desde que receba dinheiro regularmente.
Em nota, a entidade voltou a reafirmar sua situação como museu privado sem fins econômicos, justificando suas dificuldades financeiras pelo aumento de gastos com manutenção e revitalização do prédio --que é considerado patrimônio histórico nas três esferas de poder--, além do aumento de suas atividades. Parte dos gastos com o prédio, no entanto, vem da própria prefeitura, dona do edifício.
No dia 20 de dezembro, as obras "O Lavrador de Café", de Cândido Portinari e "Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, foram furtadas. Os quadros foram encontrados pela Polícia Civil 19 dias depois, em uma casa em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo).
Criticada pela fragilidade de seu sistema de segurança, a direção do Masp foi acusada de recusar ajuda e participação no conselho gestor do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ligado ao Ministério da Cultura.
José do Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Museus do órgão, afirmou que o governo federal tenta a participação desde 2004 e garantiu que a vinculação do governo traria aportes financeiros ao Masp.
Intervenção
O museu que ficou fechado entre 20 e 11 de janeiro por conta do furto foi surpreendido nessa quarta-feira, 16, por um pedido de interdição apresentado pelo Ministério Público. Entre os motivos alegados pela promotoria estão a falta de licença de funcionamento e a ausência do atestado do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar garantindo que o prédio tem condições de ser usado pela população.
O pedido de interdição foi negado pelo juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo. Na decisão, no entanto, o magistrado afirma que o pedido pode ser analisado novamente em 72h após manifestação da Prefeitura de São Paulo.
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Especial


Á lei e inconstitucional, não deveria ser aprovada, mais uma vez o cidadão vai pagar á conta.
Henry.
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Enfim, temos um pouco mais do mesmo.
Volto a enfatizar que a Imprensa Nacional é suave demais com certos políticos que administram nosso triste, pegagiado e inseguro Estado de São Paulo.
Estou esperando sair uma matéria sobre o salário que se paga a um policial militar, a um Delegado de Polícia Civil em São Paulo e quanto se paga em outros Estados.
A Imprensa tem uma imensa parcela de responsabilidade nesse descaso.
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