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Cotidiano
20/01/2008 - 10h09

Corregedoria apura se relógios encontrados com motoqueiro foram "plantados"

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ROGÉRIO PAGNAN
GILMAR PENTEADO
da Folha de S.Paulo

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai investigar a suspeita, levantada em reportagem da TV Bandeirantes, de que podem ter sido "plantados" os relógios achados com o motoqueiro Firmino Barbosa, 30, morto pelo promotor Pedro Baracat, 42, em suposta tentativa de roubo no início do mês.

A reportagem, veiculada na última sexta, informa que um PM, não identificado, disse ter revistado o motoqueiro antes de levá-lo ao hospital, sem encontrar os relógios apresentados mais tarde à Polícia Civil.

Essa revista em feridos antes do socorro faz parte dos procedimentos de segurança da PM.

Os sete relógios apreendidos como sendo do motoqueiro, segundo o boletim de ocorrência, foram encontrados por uma enfermeira chamada Kátia.

O hospital São Paulo confirma a existência da funcionária e que ela disse ter encontrado os relógios nas roupas de Barbosa. O hospital negou-se a identificá-la e informou que a funcionária só quer falar sobre o assunto às autoridades.

O boletim de ocorrência foi registrado no Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) cinco horas depois dos disparos, mesmo não sendo o distrito da região do crime.

A reportagem da Bandeirantes diz que o depoimento do policial foi prestado na Corregedoria da Polícia Militar. A Secretaria de Segurança Pública não confirma nem o depoimento nem o teor dele.

O Ministério Público Estadual informou que uma tenente, além de outros policiais, prestaram depoimento. Segundo a Promotoria, o teor dos depoimentos só será divulgado ao término das apurações.

Baracat não falou sobre o assunto. Em depoimento à Polícia Civil, disse que atirou após ser abordado por Barbosa, que queria roubar-lhe o relógio.

Duas vítimas de roubo se apresentaram à polícia dizendo ter reconhecido o suposto assaltante pelas fotos divulgadas.

 

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