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Cotidiano
25/01/2008 - 10h15

Marco de desenvolvimento, avenida Paulista luta por melhorias

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da Folha Online

Criada no momento em que São Paulo comemorava 338 anos para servir de marco do desenvolvimento, a avenida Paulista é considerada por muitos uma vitrine que representa o evolução, diversidade e contradições da metrópole. Atualmente, vive a luta por melhorias.

"Ela [Paulista] nasceu para dar uma nova feição a São Paulo e representou o anseio de todos em relação ao desenvolvimento e pujança. Hoje é impossível falar de São Paulo sem falar em Paulista", afirma o empresário e advogado Nelson Baeta Neves.

Neves, presidente da Associação Paulista Viva, criada para defender a avenida, afirma que um dos principais cartões postais da cidade, representa ainda as qualidades, problemas, modernidade e luta da população paulista.

"Vemos ao longo dos anos que desde casarões dos ricos à época, iluminação adequada, pavimentação diferenciada, corso carnavalesco e eventos de grande porte, como a São Silvestre, todos tiveram como palco a Paulista. Tudo acontecia lá [Paulista]", afirma Neves.

Segundo o presidente da associação, habitada pelos casarões da elite da sociedade paulista, o local e suas imediações influenciavam diretamente a vida dos demais paulistanos.

"Quando nem se pensava em Hospital das Clínicas, era nas avenida que se concentrava os melhores serviços médicos à epoca, com o passar do tempo essa característica foi mudando", afirma.

A evolução rompeu os limites da avenida. Com isso, a Paulista passou pelo processo de especulação imobiliária, e sua consequente mudança de vocação.

Segundo Neves, com a transformação do centro velho, as empresas começaram a instalar em prédios criados em terrenos que antes eram de casarões na avenida. "Como a degradação estava se acentuando no centro, isso já começava a influenciar na Paulista, que teve rápida valorização por parte dos empresários", afirma o presidente da associação.

Melhorias

Com o tempo, segundo Neves, o excesso de demanda também trouxe problemas.

Entre eles os principais foram a segurança, limpeza, pavimentação das calçadas e tráfego na região.

Em relação aos itens, o que ele considera mais avançado é o da segurança, que conta com cabines móveis instaladas e um projeto de monitoramento por câmeras.

Outra reivindicação de melhoria, relacionada às calçadas, era um anseio que se arrastava há mais de dez anos e o maior impasse era a de escolha do material e forma de pagamento pelo trabalho.

Hoje, com as obras em andamento tocadas pela Prefeitura de São Paulo, Neves prefere, segundo suas palavras, "esperar para ver". Ele evita críticas.

"Torcemos para que dê certo, mas se por um lado termos um local mais funcional, por outro, não podemos esquecer de que o paisagismo também é importante, para não deixar de lado a beleza clássica que ela ainda preserva", afirma.

 

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