Proibir conexões sobrecarregou check-in de Congonhas, diz Anac
da Agência Brasil
da Folha Online
Proibir a realização de escalas e conexões no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) sobrecarregou o setor de check-in do terminal no Natal do ano passado, de acordo com a presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira. Ela afirmou que os passageiros passaram a organizar as conexões.
De acordo com Vieira, com o fim das escalas e conexões, passageiros de outras partes do país passaram a comprar passagens com destino a Congonhas, desembarcar e pegar um novo vôo para o destino final. "Eu posso proibir a companhia aérea de deixar o passageiro dentro da aeronave, mas não proibir o usuário de comprar uma passagem para São Paulo e outra a partir dali", afirmou.
Na segunda-feira (21), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou o retorno de escalas e conexões a Congonhas; a autorização para operações de vôos charter --fretados-- sábados, entre 14h e 22h45, e domingos, entre 6h e 14h; e a manutenção do limite de 30 operações por hora --antes da reforma das duas pistas, eram 48.
"Esta medida [de proibir escalas e conexões], que tinha o objetivo de diminuir o movimento nos aeroportos, acabou aumentando a quantidade de passageiros passando pela área de check-in. E, de fato, a questão de reduzir o movimento para fins de segurança eu obtenho dizendo quantos aviões podem descer por hora. E isso está mantido."
Terceira pista
Sobre a desistência do governo do projeto de construir outra pista no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (Grande São Paulo), a presidente da Anac afirmou que as obras foram inviabilizadas pelo alto custo. Ela diz que o investimento seria suficiente para cruzar a via de acesso rápido ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
"Concentramos esforços em Viracopos, que hoje é o melhor sítio aeroportuário da região de São Paulo, com capacidade de expansão relativamente rápida."
Ela também afirmou que a diretoria da Anac é favorável a aumentar o limite de participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas; e que é favorável à concessão de aeroportos para a iniciativa privada. "Esta é uma discussão que o ministro Nelson Jobim e o governo estão fazendo. Eu acho que mais de um gestor, mais de um concorrente no setor, é algo que traz eficiência, bons resultados."
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