Igreja promete entrar na Justiça contra pílula do dia seguinte em PE
FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em Recife
O arcebispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, anunciou hoje que a Igreja vai entrar com uma ação para tentar evitar que a Prefeitura de Recife distribua a pílula do dia seguinte na cidade durante o Carnaval deste ano.
A ação será proposta pela Pastoral da Saúde da arquidiocese e terá como base a proibição do aborto no Brasil. "Nenhum ser humano tem o direito de suprimir a vida de um inocente. É pecado grave", disse o arcebispo, para quem o medicamento tem efeitos abortivos.
"O aborto é um homicídio ainda mais grave, porque suprime a vida de um inocente que não tem a mínima condição de defesa", afirmou dom José.
A Secretaria da Saúde de Recife disse que o anticoncepcional de emergência não é abortivo e que manterá a iniciativa. O projeto prevê a distribuição da pílula em dois postos de saúde móveis montados em focos de animação do centro da cidade.
Para ter acesso ao medicamento, a mulher que procurar o posto deverá relatar ao médico plantonista que manteve uma relação sexual sem proteção, que o método tradicional de anticoncepção usado por ela falhou ou então que foi vítima de violência sexual.
A pílula será entregue em um kit que conterá ainda um preservativo masculino, um feminino e um folheto explicativo, com informações de que o medicamento não evita doenças sexualmente transmissíveis.
Para dom José, nem mesmo a violência sexual justifica o uso da pílula do dia seguinte. "A mulher que sofreu abuso sexual e engravidou é vítima de uma grande injustiça, mas não pode abortar", afirmou. "A Igreja condena o abuso sexual, mas não pode um crime justificar outro crime. É imoral. A Igreja não aceita isso."
Segundo ele, os padres das cem paróquias ligadas à arquidiocese em 19 municípios estão sendo orientados a defender essa posição em seus sermões. "Não temos força para impor alguma coisa ao governo. A gente pode pregar, tentar persuadir, dizer as nossas convicções e, sobretudo, que trata-se de uma lei de Deus."
A pílula do dia seguinte, usada para evitar a gravidez, tem de ser administrada até 72 horas após a relação. Para a Secretaria da Saúde de Recife, o objetivo da medida é "garantir os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres também no período carnavalesco".
Troco
O Fórum de Mulheres de Pernambuco e a Rede Feminista de Saúde, por sua vez, entraram hoje com uma ação contra a arquidiocese. Na ação, as entidades disseram que a instituição religiosa fere a Lei de Planejamento Familiar ao usar "valores morais e de cunho religioso para repassar à população informações equivocadas quanto à ação do contraceptivo de emergência". Elas pediram uma retratação pública.
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Se a igreja católica é contra a camisinha, o aborto e os anticoncepcionais, que pregue isso na igreja e pare de encher o saco.
Acho que devemos mandar todos os recem-nascidos abandonados em latas de lixo, terrenos baldios, lagoas, e etc. para a igreja cuidar. Nesses casos eu nunca vi a igreja se manifestar, mas para proibir a distribuição de anticoncepcionais ela fica esperneando.
O Brasil deve implantar urgentemente a esterilização compulsória para mulheres que dão a luz ao 2o. filho na rede publica de saude.
Mutirao de vasectomia já!
Legalização do aborto até um certo periodo do inicio da gravidez.
No mundo utopico, nao precisaria nem de leis. Se todos tivessem boas práticas de convivencia em sociedade, nao seria necessario ter leis que dizem que nao se pode roubar, matar, beber e dirigir e etc. O problema é que como nem todos cumprem essas normas, sao necessarias sanções as pessoas de violam as regras.
A gravidez é a mesma coisa. No mundo utopico seria otimo se todos planejassem a gravidez e tivessem condicoes de cuidar e dar educacao a crianca. Mas como nem sempre isso acontece, temos que ter metodos de limitar as barbaridades. Temos que por numa balança: O que é melhor? Abortar uma gravidez ou deixar recem-nascidos abandonados na rua, criancas cheirando cola, trabalhando em carvoarias, dormindo na rua, revirando lixo, etc...
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- são quatro meses de afastamento pago pelo INSS, além do salário maternidade e, quem paga esta conta é o povo. Se a funcionária for casada tudo bem. Se escolher ter filhos tudo bem, mas se não quizer ficar grávida e ainda não dar despesas ao Estado é um direito da pessoa em tomar a Pílula. Às vezes é melhor não ter um filho do que tê-lo sem condições de criá-lo.
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