Publicidade

Cotidiano
27/01/2008 - 23h29

Temporão critica Igreja Católica de PE por tentar barrar pílula do dia seguinte

Publicidade

da Agência Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse neste domingo que a Igreja Católica está mais uma vez equivocada em relação às ações do governo federal sobre métodos anticonceptivos. Ao participar no Rio do lançamento da campanha de prevenção à Aids no Carnaval, Temporão criticou a decisão da Arquidiocese de Olinda (PE) de entrar na Justiça para impedir a distribuição no Carnaval da pílula do dia seguinte.

"A prefeitura está correta e a Igreja está equivocada, mais uma vez. A prefeitura está fazendo uma coisa que está dentro do protocolo do Ministério da Saúde. A pílula do dia seguinte é usada apenas sob prescrição médica, por orientação médica. Aí é uma questão de saúde pública e não religiosa", disse Temporão.

Para o ministro, essa atitude da Igreja Católica é "lamentável", pois cada vez mais afasta os jovens das paróquias. De acordo com a prefeitura de Olinda, a pílula do dia seguinte ficará disponível em dois postos de saúde da cidade, mas só será prescrita pelos médicos de plantão em casos de estupro.

Por meio da assessoria de imprensa, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) informou que a entidade não vai se manifestar. A entidade também informou que, apesar de acompanhar o andamento do processo de autoria da Arquidiocese de Olinda, essa posição não será seguida nacionalmente. Ou seja, caso a arquidiocese perca na Justiça, não caberá à CNBB recorrer da decisão.

Comentários dos leitores
alberto r pessanha pessanha (5) 08/02/2008 10h10
alberto r pessanha pessanha (5) 08/02/2008 10h10
NOVA FRIBURGO / RJ
hoje tudo pode ,fico indignado com nossas altoridades.brincar com armas não pode ,ver filmes violentos tambem não . mas nossos adolescentes tem carta branca para se prostituir .só falta agora ele da entrada gratis para motel . 6 opiniões
avalie fechar
Leonardo S. (101) 07/02/2008 18h20
Leonardo S. (101) 07/02/2008 18h20
Parabéns ao ministro Temporão pela coragem. Este é um dos poucos que merecem aplausos no governo Lula.
Se a igreja católica é contra a camisinha, o aborto e os anticoncepcionais, que pregue isso na igreja e pare de encher o saco.
Acho que devemos mandar todos os recem-nascidos abandonados em latas de lixo, terrenos baldios, lagoas, e etc. para a igreja cuidar. Nesses casos eu nunca vi a igreja se manifestar, mas para proibir a distribuição de anticoncepcionais ela fica esperneando.
O Brasil deve implantar urgentemente a esterilização compulsória para mulheres que dão a luz ao 2o. filho na rede publica de saude.
Mutirao de vasectomia já!
Legalização do aborto até um certo periodo do inicio da gravidez.
No mundo utopico, nao precisaria nem de leis. Se todos tivessem boas práticas de convivencia em sociedade, nao seria necessario ter leis que dizem que nao se pode roubar, matar, beber e dirigir e etc. O problema é que como nem todos cumprem essas normas, sao necessarias sanções as pessoas de violam as regras.
A gravidez é a mesma coisa. No mundo utopico seria otimo se todos planejassem a gravidez e tivessem condicoes de cuidar e dar educacao a crianca. Mas como nem sempre isso acontece, temos que ter metodos de limitar as barbaridades. Temos que por numa balança: O que é melhor? Abortar uma gravidez ou deixar recem-nascidos abandonados na rua, criancas cheirando cola, trabalhando em carvoarias, dormindo na rua, revirando lixo, etc...
21 opiniões
avalie fechar
João Marino Delize (251) 07/02/2008 11h17
João Marino Delize (251) 07/02/2008 11h17
O Estado não tem nenhuma religião, portanto não deve atender esta ou aquela crença. Ja pensaram quanto custa uma funcionária grávida para a Nação:
- são quatro meses de afastamento pago pelo INSS, além do salário maternidade e, quem paga esta conta é o povo. Se a funcionária for casada tudo bem. Se escolher ter filhos tudo bem, mas se não quizer ficar grávida e ainda não dar despesas ao Estado é um direito da pessoa em tomar a Pílula. Às vezes é melhor não ter um filho do que tê-lo sem condições de criá-lo.
10 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (13)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca