Cotidiano
28/01/2008 - 08h32

Parque Ibirapuera terá 1.232 placas de sinalização

AFRA BALAZINA
da Folha de S.Paulo

Uma boa nova para quem se perde no parque Ibirapuera, fica irritado com as placas apagadas ou tem interesse em saber o nome e a origem das árvores na área verde mais freqüentada de São Paulo: o lugar vai ganhar 1.232 novas placas de sinalização a partir de fevereiro.

O objetivo é facilitar a orientação do visitante --que hoje praticamente não conta com sinalização para se localizar. A implantação será custeada pelo Banco Real, por termo de cooperação com a prefeitura. O banco demonstrou interesse no projeto em 2006, quando foi publicado no "Diário Oficial" da cidade sua proposta.

Segundo a administração municipal, como mais ninguém se interessou, o Real pôde tocar o projeto. A empresa poderá colocar seu logo em 62 placas (5% do total).

Lúcio Di Domenico, superintendente executivo banco Real, não quis divulgar o valor gasto com as placas. Ele ressalta que só serão usadas madeira certificada e tintas a base de água, para não prejudicar o ambiente. A secretaria diz que faz exigências quanto ao tipo de material e a qualidade do produto, mas que o gasto é responsabilidade da empresa.

Diferentes cores

Haverá diferenciações por cor: verde corresponde às áreas verdes, azul às culturais e laranja às esportivas e de lazer. Como o Ibirapuera é tombado, as mudanças na sinalização tiveram de passar por três órgãos do patrimônio histórico: Conpresp (municipal), Condephaat (estadual) e Iphan (nacional).

Segundo Helena Magozo, assessora especial da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, 561 placas serão colocadas em árvores -constarão nome popular e científico, família e origem. O parque tem 15 mil árvores, poucas com identificação. Uma delas, a Guatambu, está com placa enferrujada.

De acordo com Magozo, além de orientação de percurso e identificação de prédios e espaços, haverá também cerca de 50 "placas cidadãs" --que indicam condutas adequadas e de respeito ao parque. "As pessoas que freqüentam o Ibirapuera carecem de mais informação. Era uma questão muito desejada, reivindicada pelos usuários, pelo conselho gestor do parque e pela secretaria", afirmou.

Ao andar pelo Ibirapuera não é difícil encontrar sinalização deteriorada. Uma placa que antigamente dizia "é obrigação do usuário recolher e destinar as fezes de seus animais e mantê-los sempre com coleiras e guias" está apagada. Só de muito perto é possível decifrá-la.

"Realmente, falta sinalização em alguns pontos, como na pista de cooper", afirma o estudante de comunicação Rogério Queiroz do Nascimento, 22. Ele aprova a parceria com a iniciativa privada: "Só assim que funciona. E para o banco será ótimo em termos de merchandising, pois público aqui para ver as placas é o que não falta".

 

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