Justiça devolve a empresário magro título de Rei Momo de Salvador
da Folha Online
O Ministério Público da Bahia decidiu que não vai recorrer da decisão da Justiça que no domingo (27) de recolocar no posto de Rei Momo o empresário Clarindo Silva, 65, de 1,70 m e apenas 58 kg, eleito para o Carnaval 2008 de Salvador.
Na semana passada, a juíza Aidê Ouaiss, da 8ª Vara da Fazenda Pública, anulou o concurso para Rei Momo porque seus concorrentes entraram com representação na Promotoria alegando que tiveram de fazer "um regime de engorda" para atingir 120 kg. Silva, pelas suas medidas, é magro.
Ontem, o desembargador Paulo Furtado reformou a decisão da juíza e hoje a Promotoria decidiu que não entrará com recurso porque, mesmo que o órgão recorresse, não haveria tempo hábil para o julgamento.Isto porque, o recurso seria julgado pelo Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça, que se reúne somente às sextas, mas nesta semana não haverá expediência na sexta em razão do Carnaval.
Indignação
Quando o Ministério Público entrou com a representação contra a nomeação de Silva para Rei Momo, alegou que a escolha foi "aleatória e arbitrária".
A Asgobs (Associação dos Gordos e Obesos de Salvador) afirmou que a escolha do empresário para o trono não levou em consideração o critério da massa corpórea e sim "o peso da notoriedade social".
Para o Ministério Público, a escolha de um "Rei Momo magro descaracterizou uma tradição cultural, faltando poucos dias para a abertura do Carnaval".
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