Diadema (SP) deve abrigar memorial para pioneiros okinawanos
GABRIELA MANZINI
da Folha Online
O memorial para os primeiros imigrantes okinawanos que chegaram ao Brasil a bordo do navio Kasato Maru, em 1908, deve ser instalado em um terreno da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, em Diadema (região metropolitana de São Paulo). O memorial é uma das homenagens ao centenário da imigração japonesa no país.
Segundo o presidente Akeo Yogui, 63, a construção deverá custar R$ 1,2 milhão. O dinheiro sairá, em parte, do governo federal, por meio da Lei Rouanet, e em parte das doações dos integrantes da associação. O memorial deve ser construído ainda neste ano.
O objetivo é que, no futuro, o levantamento dos dados dos primeiros imigrantes okinawanos evolua para uma árvore genealógica dos descendentes de okinawanos no Brasil. Por isso, o memorial terá não só os nomes dos pioneiros okinawanos cravados em pedra mas também terminais de consulta de datas de nascimento, filiação e morte deles e dos descendentes.
O memorial também terá um local para depósito das cinzas de incenso queimadas nos santuários com nomes de antepassados que filhos primogênitos de famílias japonesas mantêm em casa. "Com o passar do tempo, muitas pessoas perderam essa tradição e acabaram sem saber onde depositar essas cinzas que são tão significativas", afirma.
O projeto prevê também a instalação de um sino com 50 cm a 60 cm de diâmetro que deverá pesar aproximadamente 600 kg e é inspirado em um modelo existente em Okinawa.
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