Greve de policiais faz AL decretar perigo iminente na segurança pública
Colaboração para a Folha Online
da Agência Folha
O governador em exercício de Alagoas, José Wanderley Neto, decretou estado de perigo iminente na segurança pública e convocou na tarde de quarta-feira (30) o Gabinete de Gestão Integrada da Segurança Pública para discutir medidas que garantam a segurança no Estado. Policiais civis, peritos estão em greve e delegados de polícia anunciaram paralisação a partir desta sexta-feira (1º).
O estado de perigo iminente foi decretado por ser considerado "grave risco à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio", segundo decreto. O governo já solicitou ao Ministério da Justiça o envio de 300 homens da Força Nacional de Segurança para ajudar no policiamento do Estado.
A paralisação dos delegados aprofunda a crise na segurança pública do Estado, que passa por uma greve de seis meses dos agentes de polícia, que estão paralizados desde o início de agosto de 2007. As investigações criminais estão praticamente paradas e apenas os flagrantes são atendidos.
Segundo o presidente da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas), Antônio Carlos Lessa, só quatro delegacias --sendo uma em Maceió-- trabalharão em regime de plantão.
Os delegados reivindicam a equiparação salarial com os procuradores do Estado, o que, segundo a Adepol, está prevista na Constituição do Estado. A proposta da Adepol é que o reajuste seja pago em 36 meses. Caso a reivindicação seja atendida, o piso salarial dos delegados deve passar, em três anos, de R$ 7.100 para R$ 14 mil.
A categoria reivindica também melhores condições de trabalho e o pagamento de horas extras e adicional noturno.
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