Infraero diz que caos nos aeroportos chegou ao fim
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), Sergio Gaudenzi, disse nesta sexta-feira que o caos aéreo já foi superado, ao prever que os aeroportos vão operar normalmente nos dias de Carnaval. Segundo ele, os órgãos ligados à aviação --Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo)-- começaram a trabalhar de forma conjunta, o que foi essencial, na visão de Gaudenzi, para o fim dos atrasos e confusões nos aeroportos.
"Não acreditamos que haverá qualquer problema, como não houve no Natal e no Ano Novo. O movimento vai ser absolutamente normal. O que ajudou é que começamos a nos entender, e passamos a trabalhar muito alinhados. Nós nos entendemos, estamos sempre juntos", afirmou.
Gaudenzi ressaltou que a operação nos aeroportos está entrando "em outro momento", e que voltou-se à "situação de normalidade". Ele admitiu, no entanto, que ainda há muito a ser feito nos aeroportos.
"Claro que ainda temos problemas. É só abrir o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e ver a quantidade de aeroportos que ainda temos que fazer pistas, pátios. A quantidade ainda é grande", observou.
O presidente da Infraero vistoriou na tarde desta sexta-feira o aeroporto internacional Tom Jobim, cujo movimento é normal, sem grandes filas nos guichês de embarque.
Ao anunciar investimentos de até R$ 400 milhões para a ampliação e modernização dos dois terminais do aeroporto, Gaudenzi fez severas críticas às condições do terminal 1 do Galeão, classificado recentemente pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) como uma espelunca.
"É uma pena olhar o Galeão hoje. Liquidaram com o aeroporto. Vai ter que ser feito um trabalho de fôlego para que ele seja recuperado", disse.
Gaudenzi centrou críticas no terminal 1. Segundo ele, a situação do local é "muito ruim", e as obras vão fazer com que o terminal "tenha condições de habitabilidade".
"No terminal 1, a reforma será geral. Não tem um sistema que a gente possa dizer que está funcionando. Não tem sistema hidráulico, elétrico, computador, nada", criticou
As reformas levarão, no mínimo, três anos. Após o término, o Tom Jobim vai poder receber, pelo menos, 20 milhões de passageiros por ano. Atualmente, a capacidade total é de 15 milhões de passageiros/ano.
Inicialmente, será concluída a construção do terminal 2, que segundo Gaudenzi, ficou pela metade. Ele disse que o terminal 2 está "no osso", e tudo o que foi construído precisa de um acabamento geral. As obras no terminal 2 serão iniciadas ainda este ano, e levarão ao menos 18 meses.
Após o fim das obras no terminal 2, a idéia é que o terminal 1 seja fechado e completamente reformado. A Infraero estuda a possibilidade de o terminal 1 ser usado mesmo durante a reforma.
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