Vila Maria surpreende com luxo e gueixas gigantes; Águia inova bateria
da Folha Online
Guerreiros samurais e gueixas, retratados em esculturas de 12 metros de altura, além de cores fortes e fantasias luxuosas, fizeram do desfile da Unidos de Vila Maria um dos mais bonitos do primeiro dia do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. A bateria da Águia de Ouro, que mostrou coreografias ousadas, também empolgou o sambódromo. Veja vídeo.
Sete escolas desfilaram. Além da Unidos de Vila Maria e da Águia de Ouro, se apresentaram Acadêmicos do Tucuruvi, Gaviões da Fiel, Rosas de Ouro, Tom Maior e Nenê de Vila Matilde. Confira a cobertura completa do Carnaval na Folha Online.
| Raimundo Pacco/Folha Imagem |
|
| Gaviões da Fiel narrou história do samba no Estado de SP; veja galeria de imagens |
De volta ao Grupo Especial do Carnaval, a escola de samba Gaviões da Fiel abriu os desfiles e empolgou, com a ajuda da torcida do Corinthians. Cerca de 4.000 componentes foram divididos entre 22 alas e cinco carros alegóricos para apresentar o enredo "Nas Asas dos Gaviões, Rumo ao Portão dos Sertões Santana de Parnaíba: Berço de Bandeirantes", que contou a história de Santana de Parnaíba, uma das origens do samba no Estado.
A busca pelas riquezas como ouro, prata e pedras preciosas também estiveram presentes no desfile. A escola apresentou uma representação de um marco do desenvolvimento à época: a construção de uma usina hidrelétrica, feita com aproveitamento das quedas das águas do rio Tietê.
O sorvete --tema de duas escolas-- chegou ao sambódromo no segundo desfile, com a Acadêmicos do Tucuruvi, escola da zona norte que apostou no branco, representando o gelo, nas cores fortes e nos cheiros de frutas em carros alegóricos e fantasias.
| Mastrangelo Reino /Folha Imagem |
|
| Samurais e gueixas gigantes foram destaques da Vila Maria |
A comissão de frente trouxe o gelo, com integrantes vestidos de branco com leques de plumas e três componentes com roupas coloridas representando as frutas e sabores. Os integrantes executaram acrobacias, realizando mortais e piruetas.
A Unidos de Vila Maria, um dos destaques da primeira noite do Carnaval paulistano, mostrou gueixas gigantes e sofisticação. O carro abre-alas contou com uma estrutura retratando um portal sagrado, um palácio xintoísta e um jardim. A maior parte dos integrantes desfilou com o rosto pintado, parecendo japoneses.
Um diferencial da escola, que contou com 5.000 pessoas em 26 alas, foi trazer um adereço não usual nos desfiles, mas muito conhecidos da cultura japonesa, o de mãos. Os integrantes da bateria estavam vestidos com cores que, vistas de cima, formavam a bandeira do Japão.
| Caio Guatelli/Folha Imagem |
|
| Adriana Bombom na Tom Maior, que falou sobre a economia de SP |
O sorvete também foi o tema da Águia de Ouro, que em vez de contar a história do doce, como a rival, retratou como ele afeta os nossos sentidos. A escola exalou cheiro de frutas no Anhembi e distribuiu sorvete ao público.
Como no ano passado, a bateria veio na frente do carro abre-alas, com ursos polares e bolinhas de isopor, dando a impressão de neve. A novidade ficou por conta de coreografias durante o desfile, que animaram a arquibancada. Entre os passos, ritmistas se ajoelharam para o casal de mestre-sala e porta-bandeira passar, uma "paradinha" e um "vai e volta" no recuo.
Sem empolgar o público, a Tom Maior, que correu para cumprir o tempo de desfile, traçou um perfil dos principais fatos da evolução econômica de São Paulo. Para retratar o ouro, abusou do amarelo. Um dos símbolos da era da revolução industrial, o Palácio das Indústrias, foi representado em um dos carros.
| Diego Padgurschi/Folha Imagem |
|
| Escola de samba Rosas de Ouro contou história e perfumou a avenida; veja fotos |
Com o enredo "Rosaessência - o Eterno Aroma", a Rosas de Ouro foi a penúltima escola a desfilar na primeira noite. A agremiação levou ao Sambódromo de São Paulo a essência de um perfume criado pela Symrise a partir de sugestões dos integrantes da escola.
Última escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial, a Nenê de Vila Matilde misturou samba e maracatu em um passeio pelo universo do folclorista Câmara Cascudo.
No início do desfile, a escola apresentou um passeio pela região Nordeste. No carro abre-alas, representações de bonecos típicos da região e referência ao principal homenageado, Câmara Cascudo, por meio de imagens. A bateria, posta logo à frente, representava o maracatu.
Leia mais
- Rosas de Ouro perfuma o sambódromo e leva teatro para o Anhembi
- Gelo e sorvete napolitano marcam o desfile da Acadêmicos do Tucuruvi
- Águia de Ouro encerra desfile com problema em carro; bateria marca desfile
- Amarelo domina desfile da Tom Maior; escola termina com tempo apertado
- Unidos de Vila Maria leva gueixas gigantes e sofisticação ao sambódromo
- Com apoio da torcida, Gaviões da Fiel empolga público no Anhembi
Especial





