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Cotidiano
02/02/2008 - 09h41

Polícia do Rio investiga origem de verbas de escolas de samba

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da Folha Online

Os livros-caixas da escolta de samba Mangueira, do Rio, começam a ser investigados a partir da próxima quinta-feira (7), segundo reportagem da Folha (conteúdo exclusivo para assinantes do jornal e do UOL) deste sábado.

A 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), que apura a suspeita de envolvimento de diretores da escola com o tráfico de drogas, vai analisar as anotações, segundo o jornal.

Das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio, quatro têm bicheiros como "patronos" --Beija-Flor, Imperatriz Leopoldinense, Grande Rio e Viradouro, de acordo com a reportagem.

Outras três agremiações sobrevivem apenas com a verba da subvenção oficial da prefeitura e do Estado --Portela, São Clemente e Porto da Pedra.

As demais, segundo a reportagem, (Mangueira, Unidos de Vila Isabel, Unidos da Tijuca, Salgueiro e Mocidade Independente) misturam dinheiro de contravenção, subvenção e patrocínios. Polícias Civil e Federal investigam uso das escolas para lavar dinheiro.

De acordo com o texto, a polícia quer saber da Mangueira qual a origem do dinheiro que pagou a construção de camarotes na quadra da escola, na zona norte. O vínculo com quadrilha que controla o tráfico no morro da Mangueira é investigado após uma operação da PF, em novembro.

 

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