Vai-Vai e Mancha Verde animam público; bateria da Mocidade faz coreografia
da Folha Online
As escolas de samba Vai-Vai e Mancha Verde empolgaram o público na segunda noite de Carnaval de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi. Já a Mocidade Alegre decidiu inovar na bateria, com coreografias e uma divisão dos integrantes, que se transformou nas letras "S" e "P", de São Paulo.
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A Camisa Verde e Branco abriu a segunda noite do desfile do Grupo Especial mostrando a importância histórica do cabelo por meio personagens mitológicos, de histórias infantis e crenças religiosas.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| Ariano Suassuna e mulher participam de desfile da Mancha Verde em homenagem ao escritor |
A agremiação voltou ao Grupo Especial, depois de ser vice-campeã do Grupo de Acesso no ano passado, com o enredo "Da Pré-História ao DNA: a História do Cabelo eu Vou Contar!". Com um carro aéreo, sem piso, onde os componentes desfilaram suspensos, a escola contou a mitologia em torno do cabelo com uma grande Medusa --personagem da mitologia grega que tinha serpentes no lugar dos cabelos e petrificava quem a olhasse.
Já a torcida do Palmeiras vibrou com o excesso de verde da Mancha, segunda escola de samba a se apresentar nesta noite. Com o enredo "És imortal...Ariano Suassuna, Sua Vida, Sua Obra, Patrimônio Cultural", a Mancha Verde fez uma homenagem ao escritor paraibano, mesclando um pouco da história de sua vida com personagens e livros.
O primeiro setor representou o nascimento do escritor, sua infância, sua formação cultural e suas primeiras obras. Uma espécie de baú com objetos antigos importantes foi empurrado pelo boneco símbolo da escola, o Manchão.
| Caio Guatelli/Folha Imagem |
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| Alegoria da X-9 Paulistana, terceira escola a desfilar na segunda noite do Carnaval de SP |
O desfile da X-9 Paulistana foi marcado por cores fortes, plumas e urso. Com o enredo "O Povo da Terra Está Abusando - O Aquecimento Global Vem Aí... A Vida Boa e Sustentável Pede Passagem", a agremiação da zona norte mostrou no sambódromo a preocupação com o aquecimento global.
A escola levou o teatro na comissão de frente. Os componentes representaram a luta da "mãe-terra" contra o fogo, fumaça e todos os problemas que geram o aquecimento global.
Com direito a boi e público, em arquibancada montada no desfile, a Pérola Negra misturou samba e rodeio em homenagem à cidade de Jaguariúna (134 km a norte de São Paulo).
Com o enredo "A Onça Vai Beber Água, Jaguariúna: Qualidade e Vida e Desenvolvimento nos Trilhos do Tempo", a escola apresentou uma alegoria com uma onça de cerca de dez metros de altura e uma comissão de frente com figuras típicas, como o bandeirante e o índio, além de uma cachoeira.
| Caio Guatelli/Folha Imagem |
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| Alegoria da Pérola Negra, que se apresentou pelo Grupo Especial |
A música como educação foi o tema do desfile da Vai-Vai. A agremiação defendeu o enredo "Acorda Brasil", na qual mostrou o trabalho do maestro Silvio Baccarelli na formação da orquestra sinfônica na favela de Heliópolis, após o incêndio ocorrido em 1996. O público acompanhou a agremiação --com aproximadamente 4.200 componentes-- durante todo o desfile com coreografias, levantando bandeirinhas e acenando.
A comissão de frente chegou dourada representando Apolo, deus da música na mitologia grega, e as trombetas que anunciam a chegada da educação. Logo em seguida, a ala das baianas representaram a deusa da vitória, Niké.
Já a bateria da Mocidade Alegre decidiu inovar durante o desfile no Sambódromo do Anhembi, com coreografias e uma divisão dos integrantes, que se transformou nas letras "S" e "P" de São Paulo. Em busca do bicampeonato, a escola apresentou o enredo "Bem-vindo a São Paulo. Sabe por quê? Porque São Paulo é tudo de bom!!!".
| Caio Guatelli/Folha Imagem |
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| Desfile da Império de Casa Verde, que teve enredo sobre a MPB no Anhembi |
A Mocidade retratou os atrativos da cidade por intermédio dos eventos que ela oferece nas áreas artística, cultural e gastronômica. O enredo foi desenvolvido a partir de cinco vertentes: vanguarda, oportunidades, multiculturalismo, gastronomia e diversidade.
A Império de Casa Verde se inspirou na MPB (Música Popular Brasileira) para criar o samba-enredo deste ano. A escola, que ficou em quinto lugar em 2007, aposta em "Sambando e Cantando e Seguindo a Canção...Vem, Vamos Embora Para a Festa da MPB!", para levar o título do Carnaval de São Paulo.
Na comissão de frente estava o tigre, símbolo da escola. O abre-alas trouxe representações de Carnavais do passado. O carro levou 27 esculturas, entre eles pierrôs e colombinas. Um Rei Momo de oito metros de altura e esculturas de artistas populares, como Aracy de Almeida, Carmem Miranda, Pixinguinha e Braguinha, também integraram a alegoria.
Grupo Especial
No primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo se apresentaram Gaviões da Fiel, Acadêmicos do Tucuruvi, Unidos de Vila Maria, Águia de Ouro, Tom Maior, Rosas de Ouro e Nenê de Vila Matilde.
Apuração da escola vencedora ocorre na manhã de terça-feira, no Anhembi.
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