Decreto estabelece situação de emergência em Petrópolis (RJ) durante 90 dias
da Folha Online
Um decreto publicado no "Diário Oficial" do Município de Petrópolis (RJ) em edição extraordinária publicada na segunda-feira (4) estabelece situação de emergência durante um prazo de 90 dias na cidade.
O estado de emergência foi decretado devido aos estragos causados pela chuva que atingiu o distrito de Itaipava na noite de sábado (2) e durante todo o dia de domingo (3). Nove pessoas morreram soterradas em decorrência dos deslizamentos de terra e outras 12 ficaram feridas. Segundo a prefeitura, das 12 feridas, sete permanecem internadas, mas nenhuma corre risco de morte.
O decreto informa que o distrito recebeu uma grande quantidade de chuva em um curto espaço de tempo. Na situação de emergência, é permitida a compra, independente de licitação e formalidades legais, para, entre outros, requisitar veículos, máquinas e equipamentos de empresas e entidades privada e contratação de pessoal para auxiliar nos trabalhos emergenciais.
Equipes dos bombeiros, polícias militar, civil, guarda municipal e secretarias municipais integram uma força-tarefa para auxiliar as pessoas que foram atingidas. Segundo a prefeitura, 70 famílias foram abrigadas em casas de parentes ou amigos, e outras 19 tiveram de ser removidas temporariamente para dois abrigos municipais.
Cruz Vermelha prestou atendimento a 500 famílias. O representante da Cruz Vermelha em Petrópolis, Richard Strauss, que está em Itaipava, afirmou que a entidade presta ajuda às equipes de Defesa Civil instaladas na cidade e grupos montados pela prefeitura para auxílio às pessoas que foram atingidas. "A situação é bastante complicada, as casas foram invadidas pelas águas, algumas tiveram paredes caídas, telhados destruídos e muitas foram invadidas pela lama", afirma.
Na operação estão sendo utilizados 30 caminhões basculantes; cinco retroescavadeiras; duas pás mecânicas; cinco caminhões-pipa; dois caminhões sugadores e quatro caminhões com caçambas de madeira.
Segundo a Prefeitura de Petrópolis, as equipes de resgate percorreram todos os locais e a possibilidade de encontrar mais vítimas é remota. Cerca de 200 pessoas realizam o trabalho de limpeza das casas e na reconstrução dos acessos.
Tragédia
Além de nove mortos, os deslizamentos de terra deixaram 12 feridos em Petrópolis. O trabalho de buscas por mais vítimas foi encerrado na manhã de hoje.
Entre os mortos, estavam Douglas Castro da Silva, 5, e sua avó Maria Isabel da Conceição Silva, 72, que estavam em casa quando um deslizamento de terra soterrou a residência, localizada na estrada do Gentil, no bairro de Laginha.
Uma casa localizada no número 1.136 da mesma estrada, também foi atingida por um desmoronamento de terra causando a morte de Fatima Maria Nicodemos, 43.
Outros cinco corpos foram encontrados em uma propriedade na Granja São Judas Tadeu, localizada na estrada que liga Teresópolis e Petrópolis. Trata-se de Josélia Cordeiro Pereira, 27, Maria Eduarda Cordeiro Cardoso, 5, Érica Correia Santos, 21, Maria do Carmo Verneck, que aparentava ter 50 anos, e Amanda Dias, de 5.
Em outro ponto do bairro, na rua José da Gama, em Madame Machado, um muro caiu sobre Lilian Alice Rodrigues Pereira, 39, que morreu no local, de acordo com o boletim de ocorrência.
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