Publicidade

Cotidiano
06/02/2008 - 23h47

Após polêmica, secretaria distribui pílulas a 31 mulheres no Carnaval de Recife

Publicidade

FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em Recife

Após enfrentar oposição da Igreja Católica, a Secretaria da Saúde de Recife (PE) forneceu gratuitamente a pílula do dia seguinte a 31 mulheres durante o Carnaval. Elas receberam o medicamento em dois postos de saúde móveis, montados em locais de grande movimentação de foliões no centro da cidade.

Segundo a secretária municipal da Saúde, Tereza Campos, 21 das mulheres atendidas alegaram ter mantido relações sexuais sem proteção. As outras dez declararam falha no método contraceptivo que usavam. Nenhuma delas declarou ter sido estuprada.

De acordo com a secretária, as mulheres atendidas tinham entre 17 e 27 anos. No posto de saúde, elas foram atendidas por médicos. Após a consulta, receberam um kit com preservativos masculino e feminino e orientações sobre os métodos anticoncepcionais. Todas foram cadastradas e serão acompanhadas pela prefeitura

Para Tereza Campos, a divulgação sobre a distribuição gratuita do medicamento durante o Carnaval não estimulou a prática do sexo sem proteção. "Se essas mulheres não usassem a pílula, teriam tudo para ter uma gravidez indesejada ou até um aborto."

Sobre a polêmica com a Igreja Católica, que chegou a recorrer ao Ministério Público do Estado para tentar impedir a distribuição do medicamento, Tereza Campos disse que o fato "estimulou" as mulheres a conhecerem melhor as opções de contracepção existentes.

A Arquidiocese de Olinda e Recife, que liderou a campanha contrária à distribuição da pílula, alega que o anticoncepcional de emergência é abortivo.

A entidade não se manifestou ontem sobre os números divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde.

Em Olinda (Grande Recife), onde a pílula do dia seguinte também foi disponibilizada durante o Carnaval, ninguém procurou os postos de saúde para receber o medicamento.

Comentários dos leitores
alberto r pessanha pessanha (5) 08/02/2008 10h10
alberto r pessanha pessanha (5) 08/02/2008 10h10
NOVA FRIBURGO / RJ
hoje tudo pode ,fico indignado com nossas altoridades.brincar com armas não pode ,ver filmes violentos tambem não . mas nossos adolescentes tem carta branca para se prostituir .só falta agora ele da entrada gratis para motel . 6 opiniões
avalie fechar
Leonardo S. (101) 07/02/2008 18h20
Leonardo S. (101) 07/02/2008 18h20
Parabéns ao ministro Temporão pela coragem. Este é um dos poucos que merecem aplausos no governo Lula.
Se a igreja católica é contra a camisinha, o aborto e os anticoncepcionais, que pregue isso na igreja e pare de encher o saco.
Acho que devemos mandar todos os recem-nascidos abandonados em latas de lixo, terrenos baldios, lagoas, e etc. para a igreja cuidar. Nesses casos eu nunca vi a igreja se manifestar, mas para proibir a distribuição de anticoncepcionais ela fica esperneando.
O Brasil deve implantar urgentemente a esterilização compulsória para mulheres que dão a luz ao 2o. filho na rede publica de saude.
Mutirao de vasectomia já!
Legalização do aborto até um certo periodo do inicio da gravidez.
No mundo utopico, nao precisaria nem de leis. Se todos tivessem boas práticas de convivencia em sociedade, nao seria necessario ter leis que dizem que nao se pode roubar, matar, beber e dirigir e etc. O problema é que como nem todos cumprem essas normas, sao necessarias sanções as pessoas de violam as regras.
A gravidez é a mesma coisa. No mundo utopico seria otimo se todos planejassem a gravidez e tivessem condicoes de cuidar e dar educacao a crianca. Mas como nem sempre isso acontece, temos que ter metodos de limitar as barbaridades. Temos que por numa balança: O que é melhor? Abortar uma gravidez ou deixar recem-nascidos abandonados na rua, criancas cheirando cola, trabalhando em carvoarias, dormindo na rua, revirando lixo, etc...
21 opiniões
avalie fechar
João Marino Delize (251) 07/02/2008 11h17
João Marino Delize (251) 07/02/2008 11h17
O Estado não tem nenhuma religião, portanto não deve atender esta ou aquela crença. Ja pensaram quanto custa uma funcionária grávida para a Nação:
- são quatro meses de afastamento pago pelo INSS, além do salário maternidade e, quem paga esta conta é o povo. Se a funcionária for casada tudo bem. Se escolher ter filhos tudo bem, mas se não quizer ficar grávida e ainda não dar despesas ao Estado é um direito da pessoa em tomar a Pílula. Às vezes é melhor não ter um filho do que tê-lo sem condições de criá-lo.
10 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (13)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca