Motoboys seguem em direção à Paulista; protesto prejudica trânsito em SP
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
Cerca de cem motoboys realizam uma manifestação na manhã desta segunda-feira pelas ruas do centro de São Paulo. O protesto deve terminar na avenida Paulista, na altura da alameda Ministro Rocha de Azevedo. O ato causa lentidão na região.
A manifestação começou por volta das 9h no Pátio do Colégio. Por volta das 11h, o grupo --que começava a se deslocar para a Paulista-- mudou o trajeto e parou na região do Teatro Municipal, onde encontrou com manifestantes ligados a centrais sindicais e que fazem um abaixo-assinado com o objetivo de pressionar o governo a reduzir a jornada de trabalho, sem interferências nos salários.
Às 11h15, o grupo começava a se deslocar. Os motoboys devem acessar a avenida Brigadeiro Luis Antônio, com destino à Paulista.
Protesto
O alvo do protesto de hoje é o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que, segundo a AMM-SP (Associação dos Mensageiros e Motociclistas e Mototáxi e Afins do Estado de São Paulo), não cumpriu com um acordo de adiar para junho a exigência do selo do Inmetro nos capacetes. O Denatran diz que analisa a sugestão, mas nega já ter firmado o adiamento.
A regra entrou em vigor em janeiro, conforme a resolução 203 do Conselho Nacional de Trânsito, e prevê multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira para os infratores.
Surpresa
O presidente da AMM-SP, Ernani Pastore, evita falar em números. "Se eu tiver dez motoboys com intenção verdadeira de ajudar, está tudo ok".
Um dos integrantes da associação, Admilson Nascimento, 29, era um dos manifestantes que realizava uma espécie de piquete para conseguir a adesão de outros motoboys, na região do Pátio do Colégio. Muitos que paravam não sabiam da realização do ato e dizem ter sido pegos de surpresa.
O motoboy Rodrigo dos Reis, 21, saiu da Vila Olímpia (zona sul) realizar uma entrega na rua Guaianases (zona leste), quando passou pelo centro e foi parado por integrantes do sindicato. "Eu nem sabia que ia ter manifestação, mas vou dar uma paradinha aqui, depois faço a entrega e volto à manifestação", disse.
Outro motoboy, Cícero Alves Falcão, 40, disse que em dez anos de profissão nunca participou de manifestação. Segundo ele, é importante a participação para que a categoria consiga reverter o valor do seguro obrigatório. Além desse item, ele afirmou não saber ao certo quais eram os outros motivos do movimento. "Tem alguma coisa a ver com placa também, não é? Mas o importante é estar aqui para mostrar nossa força."
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