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Cotidiano
12/02/2008 - 10h59

Secretário de Defesa Social de Alagoas pede exoneração do cargo

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da Folha Online

Em meio a uma das maiores crises na área de segurança pública já vividas em Alagoas, o secretário de Defesa Social do Estado, Edson Sá Rocha, pediu exoneração do cargo no final da noite de segunda-feira (11). O pedido foi aceito pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

O secretário-adjunto da pasta, o coronel da Polícia Militar Ronaldo dos Santos, responderá interinamente pelo cargo. Segundo a assessoria de imprensa do governo de Alagoas, ainda não foi definido um novo nome para ocupar o cargo. Especulações de integrantes das polícias Militar e Civil dão conta que o escolhido será um delegado da Polícia Federal.

A crise na área teve início em 1º de agosto de 2007, quando os agentes da Polícia Civil deflagraram greve, que permanece até hoje, quase sete meses depois.

As negociações entre o governo de Vilela Filho e o sindicato da categoria parecem longe de um fim. O governador determinou a suspensão dos salários dos grevistas, o que acirrou os ânimos dos integrantes da diretoria do Sindpol-AL (Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas).

Segundo o diretor de planejamento do sindicato, José Carlos Fernandes, a saída de Sá Rocha --como é conhecido o general-de-brigada do Exército reformado que ocupava o cargo de secretário-- já era anunciada. "Ficou insustentável. Ele [Sá Rocha] tinha o perfil de administração exatamente como o governador queria, o que nós não concordamos. Se não der a devida atenção e valorização, pode colocar quem quiser no cargo que não vai adiantar nada", afirma o diretor.

Os policiais civis decidiram em assembléia aprovar a pauta de reivindicações, que inclui reajuste de 36,7% parcelado em seis meses, pagamento de adicional noturno, implantação da aposentadoria especial, pagamento imediato dos salários e a suspensão da punição dos agentes grevistas.

Uma nova reunião dos agentes está prevista para acontecer às 9h da quinta-feira (14).

Crise

Segundo contabilidade do Sindpol-AL, nos últimos dois meses foram cometidos cerca de 200 homicídios no Estado de Alagoas. As investigações não puderam ser realizadas até agora devido à greve.

O Estado de Alagoas decretou estado de perigo iminente na segurança pública no dia 30 de janeiro deste ano.

O estado de perigo iminente foi decretado por ser considerado "grave risco à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio", segundo decreto. O governo já solicitou ao Ministério da Justiça o envio de 300 homens da Força Nacional de Segurança para ajudar no policiamento do Estado, mas ainda não houve resposta do pedido por parte do Ministério da Justiça.

A assessoria de Sá Rocha informou que ele alegou motivos pessoais para deixar o cargo e não se manifestou se o pedido de exoneração tem relação com a crise de segurança no Estado.

 

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