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Cotidiano
15/02/2008 - 10h51

Polícia prende suspeito de manter jovem em cárcere privado por anos em Luziânia (GO)

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da Agência Folha
da Folha Online

Um homem de 61 anos, suspeito de ter abusado sexualmente e mantido em cárcere privado uma jovem de 19 anos, durante anos, em Luziânia (212 km de Goiânia), foi preso na manhã desta sexta-feira. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do acusado e aguarda a decisão da Justiça. Ele teria cometido também outros crimes, como assassinatos e receptação.

De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria sido mantida em cárcere privado por ao menos cinco anos. Em depoimento no 1º Distrito Policial do município, ela disse que começou a ser aliciada quando tinha dez anos e afirma ter engravidado duas vezes, no cativeiro.

Segundo o relato, na saída da escola, recebia doces e presentes do homem --ambos moravam no bairro Sol Nascente. Ainda de acordo com a jovem, ele começou a estuprá-la e ameaçá-la, dizendo que mataria a família dela caso ela revelasse algo.

Como justificativa para manter a menina em sua casa, o comerciante lhe dava cerca de R$ 20 por semana. Ela disse ter sido orientada pelo comerciante a dizer à família que havia conseguido um emprego.

O caso foi denunciado à polícia no dia 4 de fevereiro. A jovem disse que fugiu após o homem ter levado uma surra de um credor e ter sido internado em um hospital. De acordo com a Polícia Civil, após a denúncia, a jovem foi colocada sob proteção até a prisão do idoso.

Gravidez

Com 13 anos, a garota ficou grávida, segundo seu depoimento. Ao descobrir, a família denunciou o caso à polícia. O homem então incendiou o barraco da família, que fugiu para Samambaia (DF). A jovem disse que, cerca de quatro meses depois, eles foram localizados pelo comerciante, que matou a mãe dela a facadas.

Ela disse ter voltado para a casa do comerciante, ainda grávida, sob a ameaça de ter suas irmãs mortas. Disse que a partir de então pouco saiu de casa, e que só deixava o local na companhia dele. Segundo ela, a filha deles também era vítima de abusos. A casa onde vivia, segundo a jovem, não tinha janelas nem porta de fundo. Havia muito material pornográfico no local, disse.

A jovem afirmou ter ficado grávida novamente aos 16 anos e que o comerciante afogou a criança em um balde um dia após o nascimento, alegando que não queria um menino.

Comentários dos leitores
Pietro Guerriero (21) 18/02/2008 21h52
Pietro Guerriero (21) 18/02/2008 21h52
Ha' uma ignorancia muito grande em relacao a Direitos Humanos. O que se pretende e' que todos, criminosos ou nao, sejam tratados de forma justa. Ao criminoso, que seja submetido ao rigor da lei e da Justica. Ao que nao cometeu crime, a garantia da liberdade. O que eu, defensor dos direitos humanos, quero e' que os meus direitos sejam respeitados. Todos tem que ter direito ao devido processo. A denuncia da vitima e' seria e deve ser apurada, o denunciado julgado e condenado pelos crimes. A simples denuncia, ainda que seria, nao nos da' o direito de aplicar a pena ao denunciado. Imagine um ente querido que cometa um crime. Ninguem esta' livre disso. Como queremos que esse ente querido (nosso) seja tratado? E se for condenado? Voce quer que ele va' para uma cela superlotada? Agora, imagine que nao e' um ente querido, apenas um conhecido. Como voce se sentiria? Se o seu criterio muda, o problema esta' em voce, ou seja, para os seus tudo, para os outros nada, ou o rigor da lei. Nada diferente da mentalidade que atrasa o nosso pais ha' tantos anos. 1 opinião
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waldir moreira (1) 15/02/2008 20h25
waldir moreira (1) 15/02/2008 20h25
TERESINA / PI
Cada vez mais fico revoltado com esse país, e até sinto vergonha dele. Esses comportamentos são gerados pela impunidade! Os políticos não aprovam leis melhores porque seriam os primeiros que seriam punidos. 1 opinião
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João Ribeiro (3) 15/02/2008 19h53
João Ribeiro (3) 15/02/2008 19h53
Sr. Mediador, enviei mensagem a respeito do comentario postado peloSr. Celio de Sousa, que acho ofensivo à vitima de Luziania, diante do exposto solicito: divullgue o meu comentario ou retire o do Sr. Celio de Sousa. 2 opiniões
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