Pilotos do Legacy querem responder à Justiça brasileira nos EUA
da Folha Online
Jean Lepore e Jan Paul Paladino, os dois pilotos do jato Legacy que se chocou com um Boeing da Gol em setembro de 2006, entraram com um pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) pedindo para responder à Justiça brasileira nos Estados Unidos.
O choque entre o avião e o Legacy, em 29 de setembro de 2006, causou a morte de 154 pessoas --148 passageiros e seis tripulantes do Boeing--, na maior tragédia da aviação brasileira até então. Todos os ocupantes do jato escaparam ilesos depois que o Legacy pousou em uma base da Aeronáutica.
No habeas corpus, os dois pilotos pedem que um juiz brasileiro vá aos Estados Unidos para ouvir o depoimentos deles. Os pilotos alegam que não têm dinheiro para arcar com os custos da viagem ao Brasil.
O pedido dos pilotos revoltou parentes das vítimas do acidente. "O governo brasileiro já disse que vai pagar por esses custos de viagem. Não tem cabimento essa justificativa", diz.
Aeronáutica
Lepore e Paladino prestaram depoimento a agentes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) nos Estados Unidos entre os dias 29 e 31 de janeiro. Eles negaram terem desligado o transponder (equipamento que alimenta o sistema anticolisão).
A dupla foi ouvida na sede do NTSB (National Transportation Safety Board), em Washington. Três representantes do órgão de investigação americano participaram do depoimento. Até então, os pilotos prestaram informações somente por meio do NTSB, respondendo a questionários enviados pelo Cenipa.
Os pilotos foram acompanhados de um advogado e afirmaram que não desligaram o transponder. Segundo a FAB, eles também afirmaram que não perceberam ou recordam terem feito algo que pudesse ter ocasionado a interrupção, de forma acidental, do equipamento.
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