Maceió (AL) tem segunda chacina em menos de uma semana
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
Em meio à crise na segurança pública de Alagoas, três corpos foram encontrados na madrugada desta sexta-feira com dezenas de tiros, na periferia de Maceió. É a segunda chacina desse tipo em menos de uma semana na cidade.
A Polícia Militar encontrou corpos de três homens em uma estrada vicinal entre uma mata e um canavial da usina Cachoeiro do Meirim, no bairro Benedito Bentes, um conjunto residencial de 17 prédios. O local é o mesmo onde foram encontrados os corpos de um homem e de uma mulher, na madrugada de segunda-feira (11).
O 8º Distrito Policial de Maceió abriu inquéritos para investigar as mortes.
Segundo Eduardo Marques, chefe de Operações Policiais da delegacia, os crimes podem estar associados ao tráfico de drogas. "A maioria das vítimas desse tipo de chacina tem envolvimento com o crime, principalmente com o tráfico. As duas chacinas têm as mesmas características", disse.
Alagoas enfrenta uma greve de agentes e escrivães da Polícia Civil, que já passa de seis meses de duração. Com a paralisação, Maceió registrou aumento de 65% no número de homicídios em comparação com janeiro de 2007, segundo dados do IML (Instituto Médico Legal). Somente em fevereiro, a Polícia Militar havia registrado 73 assassinatos até quinta-feira (14) na capital alagoana, a maioria de jovens.
A PM informou, por meio de sua assessoria, que o comandante-geral da corporação, Rubens Goulart, atribui o aumento de homicídios ao tráfico de drogas. Para Goulart, a mudança no hábito dos usuários --do consumo de maconha para o de crack-- aumentou a concorrência por pontos-de-venda de drogas.
A Polícia Civil entrou em greve em agosto do ano passado, reivindicando equiparação do salário de agentes policiais com curso superior ao de peritos criminais. Em assembléia ontem, o Sindpol (Sindicato dos Policiais Civis) de Alagoas decidiu manter a paralisação e agendou nova reunião para terça-feira (19).
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