Em quatro segundos, prédio na Berrini desaparece em SP
DÉBORA MELO
Colaboração para a Folha Online
Um edifício localizado no número 1.400 da avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, em São Paulo, foi implodido às 10h deste domingo, pela prefeitura da cidade. No local, será construído um novo empreendimento. O prédio, comercial, havia sido construído em 1979.
Segundo o engenheiro responsável pela implosão, Manuel Jorge Dias, a operação foi difícil pela grande quantidade de edifícios nos arredores. Foram usados 100 kg de dinamite para a implosão, que durou quatro segundos.
| Raimundo Pacco/Folha Imagem |
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| Em quatro segundos, prédio na Berrini desaparece em São Paulo |
O prédio possuía 16 andares, incluindo o subsolo. A implosão produziu cerca de 6 mil m³ de entulho, que será removido dentro de 20 a 30 dias.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) fechou as vias de acesso ao local às 8h30. Uma sirene foi acionada por três vezes --uma hora antes, 30 minutos antes e cinco minutos antes da implosão. Finalmente, às 10h, o toque da sirene foi contínuo, com a implosão.
Alguns problemas como a queda de uma árvore --causada depois que destroços a atingiram--, a inclinação de um poste e o vazamento de água na rua foram inevitáveis. Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Jair Paca de Oliveira, equipes de órgãos como Eletropaulo, Sabesp, Comgás e Corpo de Bombeiros já trabalham na avaliação e reparo de danos.
Público
No momento da implosão, muitas pessoas assistiam. Entre os curiosos estava o engenheiro civil Simão Tuma, 50, de São José dos Campos. Ele está hospedado em um hotel da região e levou uma máquina fotográfica para o local. "Vim ver uma implosão ao vivo, pois só tinha visto isso em filme".
Por motivos de segurança, cerca de 350 pessoas tiveram de deixar suas casas nos arredores do prédio. O biólogo Eduardo Campos, 40, saiu de seu apartamento por volta das 8h e estava no local para assistir a implosão. "Agora o problema é a poeira que deve estar em toda minha casa".
A Defesa Civil reservou um raio de isolamento de 150 m. Além disso, o edifício foi envolvido em telas protetoras.
A estimativa da Defesa Civil é de que a área seja liberada para o tráfego entre 12h e 13h.
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