Área central de SP perde moradores, e periferia incha
da Folha Online
O centro expandido de São Paulo, que reúne os bairros de maior poder aquisitivo, perdeu 441 mil habitantes de 1996 a 2007, enquanto as extremidades pobres ganharam 1,23 milhão, segundo reportagem de Vinícius Queiroz Galvão e Ricardo Gallo publicada na Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo especialistas, os pobres buscaram moradia mais barata. Já os ricos migraram para condomínios em busca de segurança.
Levantamento feito pela Folha com base em dados da Fundação Seade e do IBGE revela que populações de municípios como Barueri e Santana de Parnaíba, que concentram condomínios de luxo da Grande São Paulo, quase dobraram em 11 anos.
O fenômeno preocupa os urbanistas, que o chamam de "crescimento espraiado", pois esse tipo de urbanização torna serviços como distribuição de água, coleta de lixo e transporte público mais complexos e caros. Há, ainda, ocupação de áreas de mananciais e mais uso do carro.
A Prefeitura diz que o Plano Diretor tem instrumentos contra o crescimento desordenado, mas admite ser difícil combatê-lo.
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