Agentes da Polícia Civil de Alagoas decidem permanecer em greve
da Folha Online
Em assembléia realizada na manhã desta terça-feira, os agentes da Polícia Civil de Alagoas decidiram permanecer de braços cruzados. Eles estão em greve há quase sete meses para reivindicar reajuste de salários e ampliação de benefícios.
A greve no setor abriu uma das piores crises já vividas na segurança pública do Estado. Os índices de criminalidade se elevaram e a situação chegou ao ponto de o secretário de Defesa Social do Estado, Edson Sá Rocha, indicado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), pedir exoneração do cargo.
Na semana passada, o governo de Alagoas anunciou um pacote de medidas que inclui a implantação da lei seca e toque de recolher para reduzir criminalidade.
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As negociações entre o governo de Vilela Filho e o sindicato da categoria parecem longe de um fim. O governador determinou a suspensão dos salários dos grevistas, o que acirrou os ânimos dos integrantes da diretoria do Sindpol-AL (Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas).
Uma nova reunião está prevista para o dia 28 deste mês. Até lá os grevistas pretendem obter uma resposta do governo estadual a respeito das reivindicações que estabeleceram. Caso não sejam atendidos, preparam uma manifestação em frente a casa do governador Vilela Filho, segundo o vice-presidente do Sindpol-AL, Josimar Melo. "Nos faremos ouvir de toda forma", afirmou.
Os agentes aceitaram o percentual de reajuste de 36,7% oferecido pelo Estado, mas querem a implantação do aumento em seis meses, além do adicional noturno, aposentadoria especial, suspensão das punições e pagamento dos salários bloqueados.
O governo de Alagoas informou que só pode oferecer o pagamento em 36 vezes.
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