Governo federal nega envio de Força Nacional da Segurança para AL
AFONSO BENITES
da Agência Folha
O governo federal negou pedido do governo de Alagoas para envio de 300 homens da FNS (Força Nacional de Segurança) ao Estado, que enfrenta crise no setor, com greve de policiais civis e aumento da violência.
Em contrapartida, o governo estadual informou que vai pedir a devolução dos 40 militares do Estado que estão à disposição da FNS no Rio de Janeiro.
A justificativa do Ministério da Justiça para não enviar a FNS a Alagoas é que o grupo é formado por policiais militares e bombeiros e não poderia substituir agentes e escrivães da Polícia Civil, em greve desde 1º de agosto do ano passado.
O pedido do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) foi feito em 21 de janeiro. Apesar da negativa, o ministério informou que vai doar um helicóptero para o governo usar no combate ao crime e que devolverá o contingente alagoano da FNS empregado no Rio assim que receber a solicitação.
Segundo o ministério, por meio de sua assessoria, o governo federal está disposto a colaborar com Alagoas, desde que haja projetos do Estado para o Fundo Nacional de Segurança Pública e para o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).
O secretário interino da Defesa Social de Alagoas, Ronaldo dos Santos, relaciona a paralisação dos policiais civis com o aumento da criminalidade. Em 2007, o número de homicídios no Estado foi 47,8% maior do que os casos registrados em 2006. Os furtos ou roubos de carros tiveram um aumento de 66,3% no período e os crimes de lesão corporal, de 159,7%.
Desde 30 de janeiro, o governador decretou "estado de perigo público iminente na área da segurança pública" devido à greve.
Em 13 de fevereiro, o governo estadual anunciou medidas para tentar conter a onda de violência. Entre elas está a proibição da venda de bebidas alcoólicas entre 23h e 5h em bairros violentos.
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