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Cotidiano
20/02/2008 - 09h39

Espanha deporta brasileira que ia para congresso em Portugal

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da Folha Online

A mestranda de física da Universidade de São Paulo Patrícia Camargo Magalhães, 23, foi deportada para o Brasil pelas autoridades espanholas sob o argumento de falta de documentação que justificasse o motivo e condições relativas a sua estadia. Para ela, no entanto, o que aconteceu "foi uma demonstração de preconceito social e sexual", mostra reportagem de Laura Capriglione, publicada na edição desta quarta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A jovem participaria de um congresso internacional em Portugal e viajaria de Lisboa via Madri por uma questão de preço. Em vez do congresso, no entanto, Patrícia passou três dias presa no aeroporto de Madri. Em uma das salas em que ficou confinada em companhia de 30 brasileiros e de outros tantos venezuelanos e africanos, com apenas 9 metros quadrados e fechada por duas portas blindadas, foi obrigada a dormir e alimentar-se no chão, por causa da superlotação.

Apesar de a falta de documentos ter sido apontada como a justificativa para barrar a entrada da mestranda, no campo reservado para a discriminação dos documentos faltantes, entretanto, nada foi escrito.

O professor titular do Instituto de Física da USP, Manoel Roberto Robilotta, 60, orientador de Patrícia, afirmou que, no congresso, o constrangimento abateu os cientistas. "Sabe-se que a Espanha é destino de mulheres cooptadas por redes de prostituição, o que o governo de lá quer legitimamente combater, mas o que ocorreu com a Patrícia foi claramente preconceituoso contra brasileiros, mulheres e jovens."

 

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