Promotoria denuncia oito por planejar seqüestro de diretores de presídios em SP
da Folha Online
da Agência Folha
O Ministério Público de São Paulo denunciou (acusou formalmente) na terça-feira (19) oito supostos integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) por quadrilha, tentativa de extorsão mediante seqüestro e munições de uso restrito. Segundo a denúncia, o plano do grupo era o de seqüestrar dirigentes de penitenciárias do Estado e familiares com o intuito de exigir como resgate a libertação de presos.
Foram denunciados pelo Gaerco (Grupo de Atuação Especial para Repressão ao Crime Organizado) de Presidente Prudente (558 km a oeste de SP) Rosângela Rafael da Silva, Catia Delsuelia Placido dos Santos, Valdir Oliveira Santos, Leandro Célio Silva, Alessandro José dos Santos, Edmilson dos Santos, Márcio Henrique Evaristo e Marcos Antônio da Silva --os dois últimos presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (611 a oeste de SP).
A penitenciária de Venceslau abriga cerca de 720 detentos que, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, são do comando da facção criminosa que organizou ataques a forças de segurança do Estado em 2006. Em maio daquele ano, por terem sido transferidos de várias prisões para Venceslau 2, detentos do PCC ordenaram atentados.
Os outros seis já estão detidos. Eles foram presos em uma casa durante uma ação realizada por policiais civis e militares de Presidente Epitácio (645 km a oeste de SP) no dia 31 de janeiro deste ano. Segundo a denúncia da Promotoria, o grupo guardava um total de seis armas, sendo três fuzis, inclusive um com mira telescópica, 224 cartuchos para municiar armas de diversos calibres, cinco carros, dez celulares, 16 carregadores de baterias de celulares, e também capuzes, coletes à prova de balas, filmadora e aparelho de DVD portátil.
Os agentes encontraram ainda cartas com menções aos seqüestros que seriam realizados. Um dos alvos do plano frustrado de seqüestros, segundo a polícia, era o coordenador dos presídios no oeste paulista, José Reinaldo da Silva, responsável pela administração de 35 unidades (com cerca de 32 mil detentos) prisionais da região --a maior parte destinada a abrigar membros ou simpatizantes do PCC.
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