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Cotidiano
26/02/2008 - 16h11

Equipes realizam perícias em embarcação que naufragou e matou 16 no AM

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da Folha Online

Uma equipe da Marinha e técnicos da Polícia Civil realizam nesta terça-feira perícias na embarcação Almirante Monteiro, que naufragou no rio Amazonas na quarta (20) após bater em uma balsa deixando 16 mortos. Outros 92 tripulantes foram retirados com vida. As perícias irão integrar os inquérito abertos para investigar o acidente.

A embarcação foi totalmente retirada das águas nesta terça-feira. Foi aberto um caminho na margem na Vila Novo Remanso onde deverá funcionar uma espécie de estaleiro improvisado para reparar o navio ou desmontar suas partes.

A embarcação Almirante Monteiro, feita de madeira, saiu de Alenquer (PA) e seguia para Manaus (AM). O acidente aconteceu na região da Vila Novo Remanso, em Itacoatiara, a 90 km do centro de Manaus, quando a embarcação bateu em uma balsa de combustível que vinha na direção oposta, impulsionada por outro barco (empurrador), e naufragou. A balsa deixou o local após o acidente.

Segundo a assessoria de imprensa da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, o inquérito terá 90 dias para ser concluído. Ele vai indicar quais foram as causas do acidente.

Os técnicos da Polícia Civil que saíram de Manaus e estão em Itacoatiara, irão vasculhar toda a embarcação e tentar encontrar vestígios do rádio comunicador e do holofote, uma espécie de sinalizador da embarcação.

Desencontro

Os condutores da balsa e da embarcação já foram ouvidos em depoimento. Segundo a delegacia de Polícia Civil em Itacoatiara, o condutor da balsa, Adejamar Andrade, 49, afirmou que o condutor da embarcação Almirante Monteiro, Raimundo Martins, 53, teria feito uma manobra brusca cruzado a frente da balsa. No local, segundo depoimento de Andrade, só haveria espaço para uma embarcação passar de cada vez com segurança.

O condutor da Almirante Monteiro, Raimundo Martins, 53, afirmou em depoimento que tentou se comunicar com a balsa por meio de contato via rádio e com sinais de holofote. A intenção, segundo relato presto à Polícia Civil em Itacoatiara, era fazer com que eles organizassem a direção em que seguiam.

Devido ao naufrágio, entrentanto, os equipamentos de rádio e de sinalização podem estar danificados. Análises vão indicar se será possível extrair informações dos equipamentos que possam ajudar nas investigações, segundo a Polícia Civil.

A balsa que era conduzida por Andrade permanece nesta terça-feira no porto da cidade. A equipe da Marinha deverá realizar a perícia para determinar qual foi o bordo que se chocou contra a embarcação.

 

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