PM persegue e mata seis supostos criminosos no Rio
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Seis supostos criminosos foram mortos na madrugada desta sexta-feira em confronto com policiais militares no Engenho Novo, zona norte do Rio. De acordo com a polícia, eles tentariam invadir uma favela controlada por milícia.
Em três carros --um Fiat Doblò, um Hyundai Tucson e um Palio Weekend--, os supostos criminosos haviam saído do morro dos Macacos, no Grajaú (zona norte), em direção ao morro do Dezoito, em Água Santa (zona norte), quando encontraram com um carro do Batalhão da PM do Méier na rua Barão do Bom Retiro, no Engenho Novo.
Houve perseguição. A polícia afirma que trocou tiros com os integrantes dos carros ao perceber que se tratavam de criminosos. Os suspeitos abandonaram os veículos e invadiram casas do bairro de Todos os Santos para tentar se proteger dos policiais. Nenhum morador ficou ferido.
Baleados, seis dos suspeitos chegaram a ser levados para o Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Um deles, segundo o serviço reservado do Batalhão do Méier, contou aos policiais que o grupo planejava invadir o morro do Dezoito, que é comandado por um grupo de milícia.
Os outros suspeitos que estavam no grupo fugiram. A polícia disse ainda não ter a identificação dos homens mortos.
Disputa
No último final de semana, um grupo formado por cerca de 30 traficantes invadiu a favela da Vila Palmeirinha, em Guadalupe, zona norte do Rio. A investida aconteceu dois dias depois de uma operação da Draco no local, que resultou na prisão de quatro chefes da milícia que comandavam a região.
A disputa entre integrantes de milícia --paramilitares que cobram por suposta segurança-- e traficantes pelo controle da área de atuação na favela causa, além de mortes brutais, restrição de serviços básicos aos habitantes do local, mostra reportagem da Folha publicada na última terça-feira (26).
Também nesta semana, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou que as milícias, ou o chamado "comando azul", devem ser combatidas com todo o rigor. "É um crime muito pior do que acontece normalmente", disse, de acordo com a Agência Brasil, sobre policiais, funcionários de instituições prisionais que vendem segurança às comunidades carentes.
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