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Cotidiano
03/03/2008 - 20h09

Justiça adia julgamento de acusados de chacina que completa 20 anos

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da Folha Online

O Tribunal de Júri de Juara, em Mato Grosso, adiou o julgamento de dez pessoas acusadas de participar de uma chacina para o dia 28 de abril. O julgamento estava marcado para esta segunda-feira e chegou a começar, mas foi interrompido.

O Ministério Público Estadual pediu a dissolução e o adiamento do julgamento porque um promotor afirmou ter visto dois jurados conversando sobre os fatos durante o intervalo da audiência. Ele alegou quebra do princípio da incomunicabilidade e da imparcialidade do júri.

De acordo com o presidente do júri, juiz Douglas Bernardes Romão, na audiência --que começou às 7h30 de hoje e prosseguia até a tarde--, faltava apenas um acusado para ser ouvido antes do início dos debates entre os advogados dos réus e o promotor, quando os jurados foram vistos conversando. Um deles, inclusive, se manifestou, antecipadamente, pela absolvição dos réus.

O magistrado explicou que, nesse caso, os integrantes envolvidos receberão punição administrativa de exclusão da lista de jurados. Para o próximo júri popular deverão ser convocados novos integrantes do Conselho de Sentença.

Chacina

As dez pessoas que vão a julgamento são acusadas de terem participado de uma chacina em janeiro de 1988. Ao todo, foram denunciadas 52 pessoas pelo crime. De acordo com o processo, elas retiraram três homens da penitenciária da cidade vizinha de Porto dos Gaúchos e os arrastaram sob tortura até uma praça de Juara.

O triplo assassinato ocorreu com a utilização de facas, facões e outros instrumentos. As vítimas foram penduradas de cabeça para baixo na praça em frente à igreja. O motivo alegado para o crime foi porque, dias antes, os três homens assaltaram e mataram um taxista antigo da cidade.

 

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