GLBTT poderão usar nomes sociais em prontuários do SUS
da Folha Online
O Ministério da Saúde anunciou que pacientes GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) podem, agora, usar os nomes que adotaram socialmente --os chamados nomes de guerra-- nos prontuários do SUS (Sistema Único de Saúde).
Essa mudança está no documento "Saúde da População de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais", finalizado no mês passado. O texto pretende contribuir com a 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que ocorrerá entre os próximos dias 6 e 8 de junho, em Brasília.
Em nota, a diretora do departamento responsável pelo documento, Ana Maria Costa, afirmou que a intenção da mudança quanto à identificação dos pacientes e à capacitação dos médicos pretende modificar a visão de que o único problema do setor é a Aids.
"A saúde desta população é bem mais complexa. São freqüentes os problemas como a violência, a o consumo de drogas, o alcoolismo, a depressão, a discriminação e outras situações de saúde decorrentes da exclusão social, agravadas pela dificuldade de se profissionalizar", afirma.
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