Em dia quente, São Paulo sofre hoje com a baixa umidade do ar
da Folha Online
Os moradores de São Paulo enfrentam nesta quarta-feira mais um dia de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, segundo análise da estação automática do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), instalada no mirante de Santana (zona norte).
De acordo com dados colhidos pela estação, da 0h às 10h de hoje, das 11 aferições de umidade relativa do ar feitas no período, sete estiveram abaixo dos 60%, índice considerado como conforto pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Dados mostram que entre a 0h e as 3h, os paulistanos tiveram índices abaixo de 60%. Das 3h às 7h, ele esteve acima dos 60%, no entanto, a partir das 8h, voltou a baixar, atingindo o pior nível registrado nesta quarta-feira, de 41% às 10h.
A tendência, conforme a área de meteorologia do Inmet em São Paulo, é de uma piora ao longo do dia, com possibilidade de atingir 30%, nível considerado preocupante pela OMS.
A situação deverá ficar semelhante ao registrado na terça-feira, quando os níveis de umidade relativa do ar ficaram próximos dos 30%. De acordo com informações da estação localizada em Santana, das 13h às 19h de ontem, foram registrados os menores níveis de umidade relativa do ar nesta semana, com índices abaixo dos 35%. O pior período foi o das 14h e 15h, quando foram registrados 31% de umidade.
As altas temperaturas e o ar seco são registrados desde segunda-feira (3) pelo instituto. A tendência é que a situação só venha a melhorar a partir da tarde quinta-feira (6), quando os índices de umidade devem se elevar, com possibilidade de chuvas no período da tarde.
Segundo previsão do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), estão previstas chuvas apenas nas áreas localizadas ao norte do Estado de São Paulo.
De acordo com escala da OMS (Organização Mundial de Saúde), umidade inferior a 30% é considerada preocupante; entre 20% e 30% indicam estado de atenção; entre 12% a 20%, de alerta; e abaixo de 12%, alerta máximo. Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios.
Leia mais
- Instituto prevê chuva no país; regiões de SP e do Sul têm sol
- Atlas mapeia as alterações climáticas no planeta e mostra como enfrentá-las
- Livro explica causas e as conseqüências do aquecimento global no Brasil
Especial

