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Cotidiano
06/03/2008 - 12h08

Prefeitura interdita obra de futura loja da Diesel nos Jardins

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da Folha Online

A Prefeitura de São Paulo interditou nesta quinta-feira as obras de uma edificação localizada na região dos Jardins, bairro nobre da região oeste da cidade, que vai abrigar uma futura loja da grife italiana de jeans Diesel. A interdição ocorreu porque o projeto de reforma do espaço não foi aprovado, segundo a administração municipal. A Diesel informou que aguarda a liberação do projeto, que, de acordo com os representantes da marca no Brasil, já foi protocolado.

Divulgação/Subprefeitura de Pinheiros
Blocos de concreto impedem obra da Diesel
Blocos de concreto impedem obra da Diesel

A Subprefeitura de Pinheiros informou que foram colocados dois grandes blocos de concreto de cerca de 500 kg cada um em frente a dois portões por onde entram materiais de construção. A obra está localizada no número 1.573 da rua Haddock Lobo, na região da rua Oscar Freire.

A construção foi embargada em 2007 e, à época, foi aplicada uma multa no valor de R$ 30.637. Apesar do embargo e da existência de um lacre avisando que as obras não poderiam ser realizadas, a subprefeitura de Pinheiros constatou que os trabalhos tiveram continuidade. Uma nova multa foi aplicada, desta vez no valor de R$ 3.063. A subprefeitura ainda comunicou o caso à Polícia Civil, e um inquérito foi instaurado no 78º Distrito Policial (Jardins) para apurar o caso.

Em nota, Esber Hajli, sócio da Diesel no Brasil, informou que o projeto da futura loja da Diesel está protocolado na prefeitura e aguarda que ele seja aprovado o mais rápido possível pelos órgãos competentes. A nota não cometa o fato de as obras terem continuado mesmo com o embargo.

Rigor

Esta não é a primeira vez fiscais da Prefeitura de São Paulo agem na região dos Jardins. Em 18 de fevereiro deste a ano a loja de decoração de alto padrão Brentwood foi interditada acusada de falta de alvará de funcionamento.

Segundo o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, o rigor terá continuidade. "Foi-se criando certos usos e costumes de que na região podia tudo, mas todos têm de cumprir a lei de zoneamento estabelecida", afirma Matarazzo.

 

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