Secretária barrada em Madri foi impedida de alimentar a filha; leia relato
da Folha Online
A secretária Elisabete de Souza Roberto, 37, tentou entrar na Espanha --onde suas irmãs moram legalmente-- em 9 fevereiro desde ano, mas foi inadmitida. Ela conta que os agentes e a assistente social a impediram de alimentar a filha de um ano e meio no aeroporto.
O caso da secretária ocorreu um dia antes de a mestranda em física pela Universidade de São Paulo, Patrícia Camargo Magalhães, 23, ser inadmitida. "Minhas irmãs foram a uma delegacia e eles disseram que bastava uma carta convite para eu ser aceita. Depois que eu fui barrada, voltaram na polícia e aí sim deram uma lista de documentos", conta Elisabete.
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Leia abaixo o relato da secretária
"Ao tentar entrar em Madri no dia 09 de fevereiro, às 09h34, fui simplesmente inadmitida.
"Eu estava com minha bebê de 17 meses, entrava legalmente no país para visitar minhas irmãs e sobrinhos, que também moram legalmente há mais de dez anos lá. Quando deu 11h, foi decidido definitivamente que não entraríamos em hipótese alguma em território espanhol.
"Tentei pedir por diversas vezes que me deixassem ligar para uma de minhas irmãs que estava a minha espera no aeroporto junto com meu cunhado, mas sempre diziam que não tinha jeito. Dei o nome completo de minha irmã, endereço e telefones... dizia que ela estava no aeroporto me esperando mas nada. Já que decidiram isso, eu então disse que precisava de um lugar adequado pra alimentar minha filha. Aí uma policial pediu para que eu a seguisse.
"Andamos por uns lugares parecendo um labirinto até que chegamos em uma viatura da policia. Ela pediu pra eu entrar, e eu perguntei onde iríamos. Ela simplesmente me ignorava e comecei a ficar apavorada, sem saber o que ele iriam fazer comigo e minha bebê. Meu medo era que eles tirassem minha filha de mim.
"Andamos por cerca de 30 minutos até chegarmos no lugar onde ela disse que eu ficaria. Chegando lá, tinha um guarda e várias salas com muitas pessoas. Eu perguntei para o guarda se tinha algum lugar para alimentar minha filha, pois tinha comida na minha mochila para ela, mas ele disse que eu precisava esperar a assistente social chegar, às 12h.
"A assistente social chegou. Pensei comigo: agora vou ser bem tratada e vou saber o que vão fazer comigo. Achei que ela fosse me ajudar em alguma coisa, mas ela foi simplesmente mal-educada. Quando falei que precisava alimentar minha filha, ela disse que eu só a alimentaria na hora que ela [assistente social] quisesse.
"Eu comecei a chorar de desespero. Então pedi a ela que trocasse meus reais em euro pra que eu pudesse comprar um cartão para ligar para as minhas irmãs, mas ela repetiu a mesma coisa, que só trocaria o dinheiro a hora que ela quisesse. Antes de me mandar entrar em uma sala, pediu que um guarda que me revistasse e revistasse minha bagagem de mão.
"Eles pegaram a lata de leite em pó que eu tinha e as duas papinhas que levei para dar a minha filha. Pegaram tudo. Remédios meu e da minha filha, máquina fotográfica, mp3 player e mais coisas que não lembro. Sei que me deixaram só com meus documentos.
"Entrei nessa sala e lá tinha uma moça da Nicarágua, uma da Venezuela, uma menina de 15 anos do Panamá e um menino de 17 da Guatemala. Eu só sabia chorar. Essas quatro pessoas pediam pra eu parar, e me explicaram que eles eram mesmo assim e que estava tratando todo mundo como verme, sem consideração pelo ser humano. Tratavam as pessoas como se fosse algo qualquer e não seres humanos.
"Uma dessas moças já ia retornar para seu país, pois o avião estava perto de sair. Ela então me deu um cartão telefônico que tinha pra que eu pudesse ligar para as minhas irmãs. Quando falei que estava no aeroporto, ela disse que ligava pro Brasil a toda hora pra ter certeza se eu tinha embarcado. Meu marido dizia que sim, e todos ficaram muito preocupados, até porque eu estava com um bebê.
"Foi um desespero total. Quando consegui falar com minha irmã e ninguém dava notícia para eles, meu cunhado foi em todos os setores de informação do aeroporto tentar achar uma noticia, mas ninguém dizia nada. Falei para ela que estava presa, porque o que eles fizeram foi isso: nos prender. Falei que estavam gritando muito, sendo muito rudes e contei que não queriam trazer comida pra minha filha.
"Elas tiveram a idéia de contratar uma advogada para tentar me tirar de lá. A advogada deixou bem claro que 90% de chances de não conseguir, pois sabe que eles são muito rudes e não voltam atrás por nada, mas meu cunhado pediu então que pelo menos ela fizesse algo para que tratassem melhor da minha filha.
"Pois bem, a advogada tentou provar que eu estava a passeio, mas não quiseram saber, provou que eu não tinha intenção de morar no país e nada mais uma vez. A cada coisa que ele faziam eu ligava e contava como era o tratamento. Eu tive que lavar minha filha na água congelada de lá porque não tinha água quente. Por isso e por outras a advogada fez uma denúncia em um juizado de menores por maus tratos à minha filha.
"Um juiz decidiu ir até o local para comprovar as denúncias, mas pouco antes do juiz chegar, mandaram faxineiras para lá e limpar todo os banheiros, deixar tudo cheiroso. Ligaram a água quente, mas todo mundo que estava lá disse não ter água quente, a não ser em uma torneira de uma pia. Nos chuveiros não havia.
"No outro dia fui tentar achar a tal da água quente e não achei de novo. O juiz achou que o local não tinha problema nenhum para minha filha ficar. Disse ainda que eu só sairia de lá se minha filha estivesse abalada psicologicamente. Eu gostaria de saber como um bebê de 17 meses vai se abalar sem saber o que passa ao seu redor, até porque eu tentava de todas as formas brincar bastante com ela para que não sentisse o clima do ambiente.
"A assistente social só veio trazer alimento para mim e para minha filha às 16:30, que foi a hora também que ela pegou meu dinheiro para trocar. Resumindo, foi muito descaso, uma verdadeira tortura psicológica da parte da assistente social
"Eles não deixavam a gente sair da sala de modo algum e tínhamos que comunicar quando queríamos comprar cartão telefônico. No outro dia, por causa da denuncia feita pela advogada contratada das minhas irmãs, eles começaram a me tratar melhor, tanto que domingo era dia de folga da assistente social e o juiz determinou ao chefe dela que ela fosse trabalhar no domingo.
"Ela chegou parecendo um bicho, gritando comigo, falando coisas que eu chegava a não entender porque falava muito rápido. Me fez descrever e assinar um papel numerando tudo que ela comprou para mim na farmácia. Tive que comprar fraldas, leite em pó para minha filha e pomada de assadura, porque coloquei na bagagem de mão o necessário para as horas de viagem.
"Se eu não fizesse isso [assinar o papel] ela não compraria o leite e eu já estava com minha bebe sem leite havia mais de 16 horas. Ela pedia e eu não sabia o que fazer, até que também liberaram minhas irmãs para levar uma troca de roupa para o bebê, e o alimento adequado para ela.
"Mas mesmo assim não pude ver ninguém da minha família. Essa mesma assistente social foi buscar as coisas que minha irmã levou e insultou minha irmã também. Chegaram a iniciar uma discussão, mas minha irmã ligou na hora para advogada e ela instruiu minha irmã a deixar ela falando sozinha porque nós não tínhamos que dar satisfação nenhuma a ela.
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Especial


carimbaram meu passaporte e me deram uma carta que alega que fui remetida por faltar documentos que justifiquem minha estadia e motivos, porém esta parte não é preenchida e voltei humilhada, rejeitada, e com dinheiro jogado fora. Pior é que eles te enfiam no primeiro voo que sai, se vc mora no rio de janeiro e tem um voo para recife eles te pôe la sem importa com suas condições fisicas psicológicas ( ja que é uma tortura o que passei) e nem financeiras..somos cidadões honesto e não bandidos, bandidos de colarinho branco tem passagem livre..vamos acordar e deixar a ESpanha falir no que se diz respeito a turismo..escolham outros lugares; tem lugares magnificos na Europa, vamos mostrar a eles que não dependemos deles para nada, se possivel escolha outro país para fazer escala..eu tô fora, vou morar na europa, mas ESpanha ..nunca mais!!!
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Com o presidente que temos, alguem espera respeito de algum pais culturalmente evoluido??
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