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Cotidiano
12/03/2008 - 11h58

Discussão entre filha de Celso Pitta e zelador acaba em delegacia de SP

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da Folha Online

Uma discussão envolvendo Roberta Pitta do Nascimento, 33 --filha do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta--, e o zelador do prédio onde mora terminou no 78º Distrito Policial (Jardins), na terça-feira (11).

Na versão do zelador, o desentendimento começou por volta das 16h30, quando a moradora saía com seu carro do prédio onde mora, na alameda Franca (Jardins). Ele disse aos policiais que Roberta desceu do veículo e exigiu que a janela da guarita do prédio fosse aberta, pedido que não foi atendido devido a uma orientação do condomínio. Irritada, de acordo com o relato do zelador, ela retornou ao carro, pegou um martelo e danificou o vidro da guarita.

O zelador disse ter sido ofendido e agredido por um funcionário de Roberta, que também estava no carro. O síndico e sua mãe tentaram conter a confusão e também teriam sido ofendidos.

Já Roberta disse aos policiais que o zelador demorou para abrir o portão do prédio. Ela afirmou que desceu do carro e, além de o zelador não ter aberto o vidro, apareceu com um pedaço de madeira na mão. Roberta disse que foi ofendida e empurrada.

Em sua versão, disse também que, para se defender, pegou um martelo que estava no chão e jogou contra o vidro da guarita.

Todos foram encaminhados à delegacia, onde foi registrado um termo circunstanciado --uma espécie de boletim de ocorrência para crimes leves.

A Secretaria da Segurança informou que foram requisitados exames de corpo de delito de perícia. O pedaço de madeira e o martelo não foram apresentados à polícia.

Confusão

Em novembro de 2006, uma confusão da família do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, com agressões físicas entre ele e o filho, Vitor, e troca de acusações com a ex-mulher, Nicéia Camargo, também acabou no 78 DP.

Na ocasião, Pitta e Nicéia apresentaram versões diferentes para o caso. Nicéia também acusou o ex-marido de envolvimento em esquemas de corrupção.

Em fevereiro último, Pitta sofreu duas condenações, uma cível e outra penal, por fraude e desvio de finalidade na emissão de títulos para pagar precatórios (dívidas judiciais) entre 1994 e 1996, quando era secretário de Finanças na gestão do então prefeito e hoje deputado federal Paulo Maluf (PP).

Com Folha de S.Paulo

 

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